Depois de frustradas diversas tentativas de negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), o Fórum das 6, entidade formada pelos sindicatos de servidores e associações de professores das universidades estaduais de São Paulo, decidiu liberar os três sindicatos de servidores para um diálogo restrito às respectivas reitorias.
Com isso, José Roberto Brejão, membro do comando de greve da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru, informou que uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SintUSP) vai se reunir com uma equipe da reitoria da universidade para discutir o reajuste salarial nesta quarta-feira, às 9h, em São Paulo.
“Uma comissão de negociação da reitoria da USP vai se reunir com o sindicato para tentar negociar as reivindicações dos trabalhadores. É possível que seja apresentada pela reitoria a proposta de uma referência na carreira, que equivale a 5%, ao invés dos 6% pedidos inicialmente”, resumiu Brejão.
Ele disse ainda que, caso não seja sinalizada a reabertura da negociação, o sindicato pretende tornar a paralisação ainda mais radicalizada. “Caso não obtenhamos sucesso na conversa com a reitoria, o sindicato informou que a greve será mantida e o centro de computação eletrônica da USP será fechado”, destacou o membro do comando de greve do campus bauruense.
Brejão confirmou que o número de servidores paralisados em Bauru se mantém em relação ao registro das últimas semanas de greve. “Continuamos com cerca de 160 servidores paralisados. O restaurante está parado, assim como a biblioteca. Além disso, o Centrinho e a clínica de Fonoaudiologia também estão com parte de seus quadros de funcionários paralisados”, definiu ao garantir que os atendimentos realizados no campus de Bauru não estão comprometidos.
O SintUSP deflagrou a greve por considerar que o aumento de 6,57% para servidores e professores proposto pelo Cruesp não considera o ajuste realizado em relação ao salário dos professores, que tiveram implementação de 6% em fevereiro.
Agora, além da retomada da isonomia entre os funcionários das universidades, a categoria espera um reajuste de 16% relativo às perdas salariais sofridas nos últimos cinco anos.