Regional

Polícia recupera computadores furtados

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Borebi – As Polícias Civil e Militar de Borebi (45 quilômetros de Bauru) conseguiram na tarde de anteontem recuperar três dos seis computadores que haviam sido furtados na madrugada de domingo de imóvel na área central onde está instalado o telecentro do município. Quatro pessoas envolvidas no crime foram autuadas por formação de quadrilha e furto. Um adolescente de 16 anos também vai responder por ato infracional.

Segundo o sargento Gualberto, aproveitando-se do fato de que o imóvel localizado no cruzamento das ruas Doze de Outubro e Sete de Setembro encontra-se em reforma e não oferece segurança, o adolescente, acompanhado de dois jovens entre 18 e 20 anos, entrou no local sem muita dificuldade por uma porta de vidro que fica nos fundos. Perícia feita pela polícia técnica não teria constatado nenhum arrombamento.

Em seguida, o grupo furtou do prédio seis computadores do Ministério das Telecomunicações, que estavam cedidos à prefeitura e faziam parte do projeto telecentro de inclusão digital, e fugiu sem que ninguém fosse identificado. De acordo com o delegado Marcelo Bertoli Gimenes, que responde pela delegacia do município, no mesmo dia, três máquinas foram entregues a um quarto envolvido.

Na tarde de anteontem, a polícia chegou até os acusados por meio de denúncia anônima. Após diligências, os policiais localizaram o adolescente, que confessou o furto, revelou o nome dos demais envolvidos e indicou o local onde três computadores estavam escondidos, um matagal na zona rural da cidade. Segundo o delegado, as demais peças, como monitor, mouse e estabilizadores, foram apreendidos na residência do adolescente.

Os outros três acusados também foram localizados, conduzidos à delegacia e ouvidos pelo delegado. Segundo ele, os depoimentos apresentaram algumas contradições. Contudo, o que a polícia pôde apurar é que, logo após o furto, os três teriam deixado três dos computadores na casa de uma mulher, que não sabia da procedência dos produtos e foi qualificada apenas como testemunha.

Quando ouviu comentários na vizinhança sobre o furto no telecentro, a mulher desconfiou de que seus amigos estivessem envolvidos e, diante da confirmação do crime, pediu para que eles retirassem os equipamentos de sua residência. Os acusados, então, esconderam as máquinas em um matagal na zona rural, mas o crime foi descoberto antes que eles pudessem se desfazer dos produtos.

De acordo com o delegado, o quarto envolvido, que teria ficado com os outros três computadores, afirma que tentou vendê-los em Agudos, mas não conseguiu e acabou desfazendo-se das máquinas jogando-as na linha férrea. Apesar das buscas no local apontado por ele, nada foi encontrado. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.

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Jovens ‘de família’

O delegado Marcelo Bertoli Gimenes nega que o grupo esteja envolvido com drogas e afirma que todos têm família estruturada e trabalham ou estudam. A participação deles no furto, segundo ele, teria deixado familiares chocados. Um dos jovens, inclusive, teria em sua residência mais de um computador, além de notebook. A suspeita é de que eles teriam cometido o crime, sem avaliar as consequências, para trocar os produtos por equipamentos de som automotivo.

O delegado revela que os quatro envolvidos foram ouvidos e, posteriormente, liberados. Eles vão responder por formação de quadrilha, furto e, no caso do adolescente, por ato infracional. Sua mãe assinou termo de compromisso e responsabilidade comprometendo-se a apresentá-lo no Fórum. Agora, segundo ele, os trabalhos vão se concentrar na recuperação das outras três máquinas, avaliadas em R$ 1,5 mil cada.

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