Campinas - Funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram ontem, em assembleia, voltar ao trabalho, após 49 dias de greve. Cerca de 200 pessoas participaram da assembleia, segundo o sindicato da categoria. Os funcionários retomam as atividades hoje.
O sindicato dos servidores divulgou nota na qual informa que a categoria se mantém “em estado de greve” até que fique estabelecido “que não haverá punições” aos grevistas e que haja a retomada da negociação para discutir a “negociação salarial do segundo semestre”.
No mês passado, o Cruesp (conselho que reúne os reitores das três universidades públicas paulistas) deu 6,57% de aumento aos funcionários e aos docentes. No entanto, os funcionários reivindicam também mais 6% de aumento - quantia que foi dada apenas aos docentes em fevereiro pelo conselho.
A reitoria e o sindicato vão decidir nos próximos dias uma agenda para retomar as negociações.
Entre as outras propostas feitas pelo sindicato, está a de exigir que o Fórum das Seis (que agrega docentes, funcionários e estudantes das universidades estaduais) assuma a discussão da greve junto ao Cruesp para garantir que não haja punições aos grevistas na Unicamp, USP e Unesp.
Em nota oficial na semana retrasada, o Cruesp informou que os reitores da Unicamp, Unesp e USP “não se negam à interlocução com funcionários, docentes e alunos e têm adotado continuamente essa prática”.