Polícia

Espancamento: laudo não aponta objetos usados contra vítima

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo depois da análise dos peritos do Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil ainda não sabe quais instrumentos foram utilizados para espancar e matar Tiago Barbosa de Camargo, 25 anos, na última terça-feira, no Jardim Ferraz, em Bauru. Conforme apurou o JC, o laudo necroscópico do corpo da vítima - que ainda não foi divulgado oficialmente - determinou que o rapaz morreu em decorrência de um traumatismo crânio-encefálico, mas não há evidências claras de quais objetos - tais como pedras, pedaços de pau ou tijolos - tenham sido usados para provocar os ferimentos fatais.

A equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, no entanto, já instaurou inquérito para investigar o que motivou um grupo de pessoas a assassinar Tiago com tamanha brutalidade. De acordo com o delegado da unidade especializada, Paulo Calil, a polícia trabalha com duas hipóteses para tentar identificar os culpados pelo assassinato.

Uma das possibilidades é de que grupos rivais estivessem praticando furtos naquela região. A outra é de que Tiago tenha sido testemunha ocular de um homicídio praticado por seu irmão, Michel Barbosa de Camargo, 27 anos.

Segundo Calil, Michel já teve prisão decretada por assassinar João Roberto Urbano, 29 anos, em abril deste ano. A vítima estava dentro de uma residência utilizada para o comércio e consumo de drogas, ponto conhecido pelo tráfico como “biqueira”, quando Michel teria invadido a casa e alvejado João com tiros no pescoço e na testa.

Tiago foi morto na madrugada do dia 29, na quadra 5 da rua Seijo Ishikawa, horas depois de assistir ao jogo entre Brasil e Chile na casa do pai. De acordo com o relato de testemunhas, um grupo de agressores teria espancado o rapaz, que chegou a ser socorrido e levado ao Pronto-Socorro Central, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda que algumas informações extra-oficiais tenham sugerido que ele assaltou uma residência antes de ser morto, a Polícia Civil confirmou que a vítima não possuía antecedentes criminais. Tiago, no entanto, era usuário de crack há cerca de um ano e meio, época em que, por conta do vício, parou de trabalhar.

Comentários

Comentários