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O aparte é nosso - Editores e repórteres do JC opinam


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Precisamos de respostas?

 

Fome de bola que não foi saciada desde o primeiro jogo? Confiança demais? Humildade de menos? O peso do nome? Falta de bons substitutos? Talentos individuais que não se destacaram? Provavelmente, nenhuma resposta vai convencer e aplacar os sentimentos de uma Nação. Para mim, a derrota do Brasil para a Holanda foi motivada pelo desequilíbrio emocional - que não poupou nem mesmo jogadores mais experientes como Robinho e Kaká. Após um primeiro tempo com jogadas bonitas, empolgantes mesmo, e entrosamento entre os jogadores, o time que entrou em campo no segundo tempo não parecia o mesmo. Se desorganizou e desmoronou emocionalmente. Mas, sinceramente, no momento não busco explicações para nenhum desses questionamentos. Apenas torço para que, em 2014, possamos responder qualquer coisa com apenas uma frase: somos os campeões da Copa do Mundo!

Patrícia Zamboni

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Escrito nas estrelas...

Ninguém tem a capacidade de prever o futuro. Futurologia é balela! Mas sabe quando em algum momento qualquer da vida (ou em vários deles) você vai percebendo que os fatos não estão harmonizados entre si, parecendo o prenúncio de algo ruim? Pois é. Me senti assim antes e durante a Copa em relação à Seleção Brasileira. E digo o porquê. De cara, o técnico e a direção da CBF (alguém duvida que a entidade escala ou veta jogadores?) não levaram em conta o clamor nacional. Quando a energia pulsa muito forte, é bom levar o fenômeno (não o Ronaldo) em conta. Ganso, Neymar e Roberto Carlos fizeram falta. Logo depois, Dunga dando uma de zangado. Depois o “mauricinho” Kaká em crise de identidade tentando ser bad boy. Em seguida, aquela armadura nas costas do Júlio César. Mais adiante as tentativas de esconder contusões, o futebol burocrático... O fim.

João Jabbour

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Plantar, regar e cuidar

Uma seleção que não “plantou, não regou e não cuidou” não  tem como “colher” vitórias e vitórias e levar para a casa o tão cobiçado troféu da Copa do Mundo de Futebol. Esta é a sensação que tenho da Seleção Brasileira, que nos primeiros jogos não convenceu, mas ganhou porque os adversários eram fracos. Contra Portugal, travou geral – para nossa sorte, os portugueses também não mostraram nada. E, num dia inspirado, tirou o Chile com três gols que deram a sensação de que o Brasil estava no rumo certo. Mas no fundo, a barriga doía ao pensar nos próximos adversários porque faltava aos brasileiros o futebol arte, o futebol alegre, o futebol de tabelas, o futebol que todos queremos assistir. E diante da Holanda, um time que mostrou técnica desde o primeiro jogo e tem muito equilíbrio emocional, o Brasil desabou no primeiro golpe forte, ou seja, ao levar o primeiro gol. Não conseguiu se reerguer. Mas tem quatro anos pela frente para plantar, regar, cuidar da plantinha com carinho para, em 2014, estar em condições de “colher” o hexa!

Ieda Rodrigues

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Faltou um coração valente

O chavão diz que mulher não entende nada de futebol. Eu entendo o suficiente que a minha profissão exige, mas sempre conto com os colegas Marcelo, Wagner e Jabbour na hora de fazer a capa do JC para não dar bola fora. Falo como torcedora: por que entramos tão “estranhos” no segundo tempo (mesmo antes do gol contra do Felipe Melo), já que estávamos ganhando por 1 a 0? Salto alto? Ninguém queria arriscar uma contusão e achou que dava para segurar o 1 a 0 contra a Holanda? Ledo engano. O certo é que fomos um time no primeiro tempo e outro no segundo. Com craques de sobra, jogamos bem. Depois, sem a tal “inteligência emocional”, falada à exaustão e até de forma equivocada nos dias de hoje, perdemos o controle das emoções e dos pés. Sobraram talentos em campo, mas faltou um coração valente capaz de guiá-los. Nessa Copa, eu faço uma promessa: Júlia, eu vou levar você ao Maracanã em 2014.

Márcia Duran

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Até 2014...

Os comentários pós-eliminação do Brasil não fugiram do “era previsível”, “não tinha como ser diferente”, “não merecia ganhar”. Concordo. Nossa Seleção não era superior, tínhamos um banco pobre em opções e muita dificuldade de criação. O que sobrou foi a falta de criatividade, alegria e beleza características do futebol brasileiro, entre tantas outras deficiências que todos fazíamos questão de anunciar: “eu já sabia”. Mas ontem, vestida de verde e amarelo e carregando no peito o distintivo mais estrelado, não teve como não torcer, vibrar, sofrer, chorar e sentir a longa espera de outros quatro anos pelo hexa.

Karla Beraldo

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Lamento...

Foi lamentável, muito triste ver a Seleção dando adeus ao hexa. Mais triste ainda  foi ver nossos jogadores abalados, apáticos depois de tomar um gol dos holandeses. E a partir da expulsão de Felipe Melo o Brasil não jogou mais nada. Que preparação psicológica tem nossos jogadores? Depois de três anos de preparo, voltamos para casa de mãos abanando. Mais uma vez o sonho do hexa foi adiado. Tudo bem que as maiores seleções também foram eliminadas, mas nada nos tira o gosto amargo do fundo da garganta. Perder dói demais. Ao país do futebol agora só resta esperar 2014 e torcer contra a Argentina. Afinal, pior que ver nossa seleção eliminada seria ver Maradona correndo nu e aguentar a chacota dos argentinos...

Margarida Gomes

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Bola pra frente!

A esperança é a última que morre. A máxima, citada por milhares de brasileiros nas mais diversas situações é, para mim, a que melhor define a participação do Brasil na Copa. Acredito que este mundial foi uma prova de fé para os corações que carregam no peito o emblema da Seleção canarinho. Corações que já se mostravam timidamente incrédulos desde a convocação dos nossos defensores. Mesmo contrariados, torcemos. Torcemos porque somos brasileiros e não desistimos nunca. Entre trancos e barrancos, porém nunca derrotados, passamos pela Coréia do Norte, Costa do Marfim, Portugal e Chile. Dominamos o primeiro tempo contra a Holanda e quando começamos a sonhar com o hexa, levamos dois gols bobos e vimos nosso céu azul ser ofuscado por um laranja vibrante. Acho que, no fundo no fundo, já pressentíamos o final desta história, apenas custávamos a acreditar. Sinceramente, não tem problema. Nosso hexa não está perdido. Como diria Raul Seixas, é de batalhas que se vive a vida. Em 2014 a gente tenta outra vez.

Wanessa Ferrari

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Uma mistura de fatores!

Um primeiro tempo dominado pela Seleção Brasileira e um segundo tempo marcado pela falta de controle e de experiência de um time que pretendia ser hexa. Esse é o cenário do jogo de ontem que custou a eliminação da seleção canarinho do mundial. Os motivos que levaram a essa atuação pífia? Difícil dizer. Faltam justificativas. Seria fácil culpar o Dunga, que não ouviu os clamores da nação ao anunciar a escalação para a Copa. Ou talvez Felipe Melo, que perdeu a cabeça (algo altamente previsível até para os mais leigos) em uma partida importante e decisiva. Quem sabe tenha faltado um pouco mais de sorte (ou vontade) ao trio Robinho, Luis Fabiano e Kaká. Este último não fez absolutamente nada nos jogos do Brasil. Eu prefiro pensar que, talvez, a derrota de ontem para a laranja mecânica tenha sido uma mistura de todos esses fatores, aliada ao ótimo desempenho da Holanda, que mostrou que não basta união para se ganhar um jogo. Também é preciso controle emocional, experiência e atitude. Além daquele tão conhecido poder de criação da seleção-arte, que deixou saudade neste mundial. E que venha 2014.

Lilian Graziela

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Faltou rapidez no banco

O Brasil tomou um gol de “pelada” contra a Holanda. Além disso, cometeu falha de marcação gritante no segundo gol da Laranja. Logo a nossa excelente defesa. Quando a equipe sofreu a virada, o Dunga deveria ter mexido rápido no time, tirando um volante – no meu entender o Felipe Melo – e colocando o Nilmar. O técnico demorou, o volante foi expulso e, depois, Dunga sacou seu atacante de referência, Luís Fabiano, e pôs um jogador de velocidade, de contra-ataque, o Nilmar. Mas é claro que a Holanda, já em vantagem, não iria proporcionar contragolpes ao Brasil. A Seleção Brasileira se descontrolou e viu a Holanda avançar com méritos. Fica o alento de ter visto uma Seleção com brio, garra, vontade e entrega, o que não houve em 2006. Mas ainda assim foi frustrante. E aplausos para Lúcio, pela raça de sempre.

Wagner Teodoro

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Valeu pela garra

Mais uma vez o sonho acabou. A festa que une todos os brasileiros em um só coração teve fim com a derrota da Seleção Brasileira contra a Holanda. Culpa do Dunga? Do Júlio César? Do Felipe Mello que além de ter colaborado para um quase gol contra foi justamente expulso por pisar no jogador holandês após uma explosão de nervosismo? Enfim, a verdade é que o time perdeu o rumo e “morreu na praia”. Mais uma vez perdeu a oportunidade de conquistar o título de hexacampeão do mundo. Triste para eles? Para nós também. Mesmo para a grande maioria que não entende de futebol, essa conquista é algo que fala mais alto. Valeu pela garra e por ter acreditado nesse sonho que, pela segunda vez, não se realizou, como na copa de 2006. Para nós torcedores, a vida continua!

Bruna Dias

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Aconteceu o esperado

Os 45 primeiros minutos de jogo contra a Holanda foram os únicos, ao longo de toda a Copa da África do Sul, em que o Brasil jogou o verdadeiro futebol brasileiro. Naquele momento, até eu, que sempre desacreditei da equipe escalada por Dunga, comecei a imaginar que o hexa seria possível. Pareciam outros os 11 meninos em campo e, de fato, eles eram dignos de título. Mas, no segundo tempo, o que se viu foi a volta da apatia e falta de criatividade apresentada em todos os jogos anteriores. Como brasileira, digo que o Brasil merecia vencer, mas, esta Seleção, não. Talvez em 2014, com um técnico mais arrojado e um número maior de jogadores talentosos, a história do País no Mundial possa ser escrita de maneira menos frustrante.

Tisa Moraes

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Não era o dia...

Os primeiros 45 minutos do jogo contra a Holanda foram os melhores da seleção em toda Copa. O time poderia ter aberto uma vantagem ainda maior na primeira etapa e garantido a passagem para as semifinais. Mas, não era a vez do Brasil. Após o belo passe para o primeiro gol, Felipe Melo voltou ao “normal”, fez gol contra e ainda foi expulso. A seleção passou fácil para as quartas de final, mas na única vez que enfrentou uma equipe verdadeiramente forte, perdeu. Não gostei do time montado por Dunga e acho que ele realmente poderia ter apostado mais em criatividade do que em força. O brilho do time durou apenas 45 minutos. O Brasil merecia muito mais.

Lígia Ligabue

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Muita calma nessa hora!

A derrota da Seleção para a Holanda que enterrou o sonho do hexa em 2010 só vem mostrar o quanto é sábia a orientação. Faltou calma, sobrou descontrole emocional aos jogadores. Uma partida que começou com belo gol de Robinho, tinha tudo para terminar bem, mas desandou para tragédia em um lance acidental. Pode-se usar a pressão como justificativa. Mas quem não vive hoje sob pressão e tem que se controlar nos mais variados lances? Todos nós, em inúmeros momentos, somos vítimas da famigerada pressão. Controle emocional é a receita do momento não só no campo, mas também na vida. Talvez com mais autocontrole os jogadores se saiam melhor em campo, aconteçam menos acidentes no trânsito, menos mortes banais e o saldo seja só alegria não apenas para os amantes do futebol.

Sheila Teixeira Junqueira

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Olhar para 2014

Lágrimas em alguns olhos e em outros, não. Mas o fato é que ontem cada brasileiro sentiu, a seu modo, a derrota para a Holanda e o sonho do hexa ter sido adiado outra vez. Culpados? Para muitos é fácil apontar erros aqui e ali, mas o fato é que a Seleção é um grupo e encontrar um culpado não é a melhor saída e, afinal, de nada adianta agora. Erguer a cabeça, reestruturar o que for necessário e fazer bonito na Copa de 2014 é o que esperamos, novamente.

Ana Paula Pessoto

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Laranjada dupla

Enquanto a cartolagem imperar dentro do nosso futebol, e, principalmente na Seleção Brasileira, é isso que vamos ver sempre. De um lado a nossa torcida para que sejam convocados sempre os melhores jogadores e em melhores condições físicas. No outro lado, os mandatários “botam” o treinador que eles querem e convocam também os seus apadrinhados. Desta “cariocada” se dá o desastre que vimos na tarde de ontem. A seleção do seo Teixeira levando uma laranjada de copo duplo!

Quioshi Goto

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Salto alto ou arrogância?

Merecemos perder. Jogamos muito no primeiro tempo, quando podíamos até golear. No entanto, parece que esquecemos o futebol no vestiário na segunda etapa. Não sei se o termo “salto alto” é o certo para a ocasião, mas, no mínimo, a Seleção Brasileira voltou com o espírito de que poderia ganhar da Holanda a qualquer momento. Uma ilusão que custou caro. A Laranja voltou com o verdadeiro espírito de decisão e conseguiu a virada de uma forma que nenhum brasileiro esperava: em uma falha do melhor goleiro do mundo e em outros erros daquela que, até então, era a melhor defesa do mundo. Foi uma Seleção bem diferente daquele time sempre equilibrado e frio emocionalmente, dono de contra-ataques mortais, e que impôs respeito ao mundo ganhando tudo e de todos. Não deu. Agora é continuar com o sonho do hexa em 2014 na “nossa” Copa.

Marcelo Ferrazoli

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Mérito do adversário

Apesar do desfecho ter sido o mesmo de 2006 (eliminação nas quartas-de-final), desta vez, ao menos, houve garra e hombridade, principalmente por parte de Júlio César. O digno goleirão deu a “cara para bater” em entrevista, segundos após a eliminação. Que esse espírito seja mantido para 2014! Não acho oportuno elegermos um “Cristo” para a derrota. Valorizar o mérito adversário é importante. Afinal de contas, mesmo sem ter sido brilhante, a seleção da Holanda foi feliz ao aproveitar as oportunidades de gol, surgidas também pelo atípico desequilíbrio emocional dos jogadores brasileiros. E é justamente o inusitado que torna o futebol a mais apaixonante no rol das “ciências” não exatas”.

Luiz Beltramin

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Sem estrelinha na volta pra casa

Muito antes de os jogos da Copa do Mundo começarem, Leonardo de Brito já berrava pela redação: “Se tem um time que me põe medo nessa Copa, é a Holanda”. Eu, que não entendo muito de futebol, ouvia. E só. Quando a Copa começou, passei a prestar atenção na Holanda e comecei a achar que o Léo tinha razão. Mas eu estava com medo mesmo era da “família Maradona”... Hoje, quando a partida começou, o Robinho arrancou e logo no comecinho fez um gol – anulado depois por conta de impedimento -, confesso que pensei: “Medo do que? Esse jogo tá ganho”. No mesmo momento, outro gol, também do Robinho, desta vez válido.  Mas a sensação foi embora logo no começo do segundo tempo, com a trombada de Júlio César e Felipe Melo, que resultou no gol contra para a Holanda. Quando Sneijder marcou e fez 2 a 1 para o holandeses, a coisa degringolou de vez. Os brasileiros não tiveram controle emocional para virar uma partida considerada ganha no primeiro tempo. Deu no que deu: choro, explicações para falhas inexplicáveis... Mas não fica triste, Dunga. Pelo menos uma parcela de brasileiros você deixou feliz: os que compraram a camisa oficial da Seleção. Vai dar para usar em 2014, já que não teremos nenhuma nova estrela pra bordar nela... Uma pena.

Giselle Hilário

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Perdemos para nós...

Brasil fora da Copa do Mundo de Futebol. Uma frase que já estava na mente de muitos brasileiros desde a convocação oficial dos atletas. Nos restava torcer. Eram nossos representantes nessa categoria máxima do futebol. Gritar, chorar, rezar....... isso nos restava.

Aos atletas, muitos deles contundidos, corresponder aos anseios de nossa nação. Milhões depositando esperanças na conquistar do título. Não deu. Perdemos, acredito, que para nós mesmos. Time sem garra. Sem reservas à altura. Em um país exportador de craques. Que aconteceu? Mais um mistério do futebol. Agora, precisamos começar a pensar em 2014. Nossa Copa. Em casa. E torcer para uma seleção que realmente corresponda ao que temos de melhor.

João Rosan

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Não estamos acostumados

Perdemos. Não estamos acostumados com derrotas da Seleção Brasileira, afinal somos a pátria das chuteiras. Sempre buscamos um bode-expiatório na derrota. É típico do nosso inconsciente coletivo de não assumirmos nossas mazelas quiçá quando materializada também no futebol. Jogamos um 1º tempo primoroso contra a Holanda, mas faltou controle psicológico dos jogadores na etapa complementar. O Sobrenatural de Almeida, como dizia Nélson Rodrigues, derrubou a ilusão do hexa no primeiro gol holandês chamado de “lance do acaso”, que desestabilizou o escrete canarinho frente ao imponderável do futebol. Voltamos mais cedo para casa. É claro que não podemos afiançar aqui o estilo truculento do treinador Dunga de manter o time em cárcere privado para consertar abusos de outras Copas, mas não perdemos por causa de fatores extra-campo: ontem os holandeses foram superiores em campo, temos que aprender a reconhecer a vitória do adversário. Que nossas ilusões sejam viabilizadas em 2014 com o sexto título mundial. Até lá.

Aurélio Alonso

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Culpa do Mick Jagger?

Tirando o fato de o grande “pé-frio” da Copa, Mick Jagger, estar torcendo para o Brasil, o mais decisivo na derrota foi o despreparo diante de um placar desfavorável. A falha do Felipe Melo, a falha de comunicação do Júlio César e a queda de rendimento na segunda etapa foram determinantes, porém, são fatos que podem ocorrer em qualquer jogo. Não acho que é hora de contestar a seleção em si, mas o preparo psicológico do time. O Brasil precisava pensar como reverteria um resultado negativo. O próprio Dunga assumiu que ninguém prepara um time para perder. Concordo, mas, se estiver perdendo, é necessário preparar um time para ganhar. É preciso que o Brasil perca o status de invencível e encare que é falível. Só assim voltaremos a ganhar e não precisaremos culpar o Mick Jagger ou a meia do Roberto Carlos nos próximos mundiais.

Vitor Oshiro

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Adeus, África do Sul

Faltou concentração. Faltou calma. Faltou experiência. Faltou malandragem. Faltou gol. Sobrou ansiedade. Sobrou camisa laranja. Sobrou desatenção. Sobrou reclamação. Sobrou um gol. Ter critérios para tomar decisões e reafirmá-los constantemente até a exaustão é algo notório. Entretanto, não adotar flexibilidade quando expostas algumas novidades é burrice. Acho que todos os técnicos do mundo sonham em ter as opções que Dunga teve para montar um time. Imagine poder formar uma equipe com os melhores jogadores nascidos aqui. Às vezes, pecamos por não entender as escolhas. Criar um grupo fechado seria uma excelente alternativa para a França, mas será que existe brasileiro “ruim de grupo”? Não sei se o problema foi a escassez ou o exagero. Mesmo com uma tragédia já anunciada, o apito final de Brasil x Holanda foi amargo, irritante e triste.

Alexandre Padilha

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