Editorial: Imigrantes
A partir de hoje, o Jornal da Cidade inicia uma série de quatro edições sobre as maiores colônias de imigrantes de Bauru e suas contribuições para a história e o desenvolvimento da cidade em suas diversas faces, como cultura, saúde e comércio.
A série, que em seu primeiro número aborda a colônia portuguesa, é um ‘aquecimento’ para as comemorações de 114 anos de Bauru, a serem completados em 1 de agosto.
Iniciar a cobertura jornalística do aniversário da cidade por meio dessas comunidades se deve ao fato que, apesar de estrangeiros, os imigrantes escolheram Bauru para morar e aqui, uma vez fincadas as raízes, empreenderam esforços, inteligência e amor para que o município crescesse e se devolvesse. Desta forma, tornaram-se, também, bauruenses.
Depois dos portugueses, o JC nos Bairros, volta-se aos italianos, japoneses e libaneses. Esperamos tê-lo conosco nas próximas edições.
Boa leitura.
Daniela Bochembuzo
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Depois que Pedro Álvares Cabral gritou ‘terra à vista’ e encostou sua frota de 13 caravelas em terras brasileiras, o Brasil nunca mais foi o mesmo. O idioma tupi, aos poucos, foi substituído pela língua portuguesa com seus ‘esses’ chiados e ‘pês’ carregados; as matas foram desbravadas e deram lugar às tradicionais padarias e barbearias. Já os peixes e caças, que antes eram consumidos com o mínimo preparo, ganharam um requintado toque de temperos, aromas e sabores.
Quatro séculos depois, por volta de 1920, foi a vez dos Oliveiras, Pereiras, Limas e outros sobrenomes típicos dos lusitanos, atracarem semanalmente com navios no Rio de Janeiro, desembarcarem e serem recebidos de braços abertos pelo Cristo Redentor, para, na sequência, partirem de mala e cuia com destino a Bauru.
“Na época, Portugal enfrentava muitos problemas por conta da guerra da África (pela defesa das colônias de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique). Além disso, a situação por lá era difícil, os portugueses buscavam melhorar de vida e dar boas condições aos seus descendentes”, explica Arlindo Marques Figueiredo, cônsul de Portugal no Brasil.
Na época, a cidade parecia ser mesmo sem limites: o destino perfeito para acolher a debandada de lusitanos. Além disso, dois fatores influenciaram positivamente. A localização geográfica da cidade, bem ao centro do Estado, facilitava o deslocamento dos portugueses. Já a inauguração da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) deu aos lusitanos boas oportunidades de emprego.
Atualmente, basta dar um passeio pela cidade para se deparar com os frutos da união luso-brasileira materializados em praças, igrejas, ruas e instituições. As mais evidentes são a Praça Portugal, a Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB) e a Beneficência Portuguesa, para não falar em ruas como a Comendador José da Silva Martha, que leva o nome de um dos portugueses responsáveis por grandes obras na cidade.
“Quando os portugueses vieram para Bauru, formaram, praticamente uma família. Para se ter noção da quantidade de portugueses que moravam aqui nesta época, a rádio PRG-8 irradiava um programa exclusivamente com notícias da Santa Terrinha e tocava muitos fados”, lembra o português e delegado aposentado Abel Fernando Marques Abreu.
Como não poderia deixar de ser, os portugueses também deram importante contribuição à culinária da Bauru da primeira metade do século 20, com as padarias Central e União do Brasil.
Atualmente, poucos portugueses legítimos vivem em Bauru. Nenhum deles é dono de padaria ou está no comando de suas grandes obras, como o Luso ou a Beneficência, que atualmente é administrada por um grupo de médicos. Porém, não é preciso procurar muito para encontrar rastros dos milhares de descendentes dos Oliveiras, Pereiras, Limas e outros sobrenomes típicos dos lusitanos, que ainda mantêm os costumes adquiridos na Santa Terrinha.
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Sorte de Barcelos
Todo português que se preze tem em casa pelo menos um exemplar do lendário galo de Barcelos. Na casa do lusitano Julio Fernandes Pinheiro, 76 anos, não podia ser diferente. Especialmente porque ele nasceu e viveu por 18 anos na mesma terra em que a lenda do galo teve origem.
Julio deixou Barcelos em 1952 por duas razões: o espírito aventureiro, típico dos jovens portugueses; e o fato de que estava na época de se trocar o contingente militar que deveria lutar na África (nas guerras de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique).
Na mala, para garantir que tudo desse certo, Julio trouxe o símbolo de sua terra. “Dizem que ter um galo de Barcelos dá sorte. Acredito que seja verdade, pois minha aventura deu certo. Me instalei em Bauru, constitui família e vivo aqui até hoje”, afirma.
De acordo com ele, o apreço dos portugueses pela ave é tradicional e ultrapassa gerações. Reza a lenda que um galego foi culpado e condenado à força por um crime que acontecera na região. Porém, o homem jurava ser inocente. Como último pedido, desejou ver o juiz, que, na hora, estava ceando com os amigos.
Chegando na sala onde a ceia acontecia, apontou para o galo assado que estava sobre a mesa e disse: “- É tão certo que eu sou inocente quanto é certo que este galo vai cantar quando eu for enforcado”. Ainda assim, os presentes não lhe deram ouvidos.
“Acredita que na hora que o homem ia ser enforcado o galo assado levantou e cantou três vezes? Daí o juiz correu para a forca e viu que o galego ainda estava vivo graças a um nó mal feito. Mandou-o embora em paz”, conta Julio, que recomenda a quem for a Portugal visitar o monumento alusivo ao galo, em Barcelos.
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Coração dividido
Dividida. Este é o termo utilizado por Lúcia Rodrigues Pereira Matheus, 42 anos, para resumir seu sentimento em relação a Portugal, seu país de origem, e o Brasil, onde vive há 39 anos.
Lúcia veio com os pais e mais seis irmãos para Bauru em 1969, quanto tinha apenas 3 anos. Foi aqui que se educou e formou família. Sua fala quase não tem sotaque. Mas, ainda assim, tem alma de portuguesa.
“É difícil explicar. Sei que vivo há muito tempo em Bauru e não sairia daqui por nada. Ao mesmo tempo, em um jogo de Brasil e Portugal, confesso que torço pelo empate. Tenho uma ligação de respeito com meu país de origem”, justifica Lúcia, que já foi a passeio para Portugal três vezes e não deixa faltar em sua casa pratos típicos lusitanos, além da bandeira verde e vermelha.
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Ao pé da letra
Para os brasileiros, falou em português, falou em humor. As famosas piadas sobre a inteligência dos lusitanos são lembradas por muitos antes mesmo se pensar sobre a culinária e a língua que deles nos foi emprestada.
Para os portugueses, falou em piada de lusitano, falou em amizade. Isto porque, segundo Arlindo Marques Figueiredo, cônsul de Portugal em Bauru, seus conterrâneos encaram as brincadeiras humorísticas com naturalidade.
“Ninguém brinca com o inimigo, não é mesmo? Se os brasileiros fazem piadas ao nosso respeito é porque nos querem bem. É porque temos liberdade para isso devido aos nossos laços de amizade”, analisa Arlindo.
De acordo com ele a brincadeira entre brasileiros e portugueses pode ter surgido devido ao tradicionalismo e rigidez do vocabulário e interpretação dos portugueses. “Os brasileiros têm toda uma liberdade com o vocabulário, já nós portugueses, não. Somos acostumados a entender o que foi dito ao pé da letra. Acredito que a brincadeira surgiu daí”, explica.
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Beneficência Portuguesa
A mais antiga instituição lusitana existente na cidade também foi, por muito tempo, a menina dos olhos da colônia portuguesa. Fundado em 1928, o Hospital Beneficência foi criado com intenção de dar suporte à saúde dos lusitanos. Com o tempo, firmou-se como referência na área de saúde e passou a atender pacientes que não participavam da comunidade portuguesa.
Com quase um século de existência, a instituição passou por altos e baixos em decorrência de dívidas e problemas administrativos. Porém, mantém-se firme e atualmente é administrada por um grupo de médicos.
De acordo com Adriano Sávio Gonfiantini, administrador do hospital, nos últimos tempos, a instituição alcançou a estabilidade e tem investido seus lucros na modernização da infraestrutura interna, com leitos e aparelhos novos.
“Além disso, a humanização do atendimento tem sido outra grande vertente de investimento da instituição. Atendemos, por mês, uma média de 5 mil pessoas no pronto-atendimento, realizamos 500 cirurgias e 2.100 internações”, informa Adriano.
Recentemente, em 2004, o prédio foi tombado como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Codepac) de Bauru, o que impede a reforma da fachada.
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Praça Portugal
Em Bauru, um dos símbolos mais conhecidos que reverenciam a comunidade Portuguesa é, sem dúvidas, a Praça Portugal. Situada na confluência da rua Rio Branco com a avenida Comendador José da Silva Martha, a praça exibe, há 56 anos, uma bela área verde e um monumento com as cinco quinas lusitanas, também presentes na bandeira do país.
A homenagem, feita por conta da contribuição dos lusitanos nas áreas de cultura, esportes e saúde, é motivo de orgulho para os portugueses e carregada de significado. De acordo com o português e delegado aposentado Abel Fernando Marques Abreu, parte da história e do apreço pela religião, típico dos portugueses, estão traduzidos no monumento.
“O monumento tem cinco quinas lusitanas, cada uma com cinco moedas. Pela regra, a quina do meio é contada duas vezes. Sendo assim, temos 30 moedas, que representam o número de dinheiros pelos quais Judas traiu Cristo”, explica Abel.
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Associação Luso Brasileira
Um lugar para assar uma sardinha, ler livros e prosear. Esta era a intenção do delegado aposentado Abel Fernando Marques Abreu quando, no alto de seus 18 anos, propôs ao Comendador José da Silva Martha a criação de uma casa de Portugal em Bauru.
Depois de algumas discussões e somando ao projeto inicial a ideia de tornar a casa um clube símbolo da aliança entre Brasil e Portugal, proposta por José da Silva Martha Filho, filho do Comendador, em 10 de julho de 1960 foi inaugurado a Associação Luso Brasileira de Bauru.
Desde então, eventos como a tradicional Festa Portuguesa e o Dia da Raça mobilizam a comunidade não lusitana, em maior parte até que os patrícios, como na última Festa Portuguesa, realizada no mês passado, que reuniu cerca de 8 mil pessoas.
De acordo com Antônio Carlos Azevedo dos Santos, diretor de esportes e membro do conselho deliberativo, atualmente o clube conta com 11 modalidades esportivas, além de eventos sociais e para a terceira idade. “Temos 2 mil associados e somos o único clube com sede na cidade. Fazemos questão de manter a receita lusitana que fez o clube fazer sucesso, embora a maioria de nossos associados não sejam portugueses”, informa Antônio Carlos.
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Simpatia lusitana
Prosear no telefone com Antonino de Oliveira, 77 anos, e sua esposa, Amélia Mateus de Oliveira, 72 anos, não é tarefa fácil. Isto porque o casal pode ser considerado o típico comerciante português: em horário de trabalho, o dever e a satisfação do cliente vêm em primeiro lugar.
Em seu estabelecimento, a única coisa que foge ao tradicionalismo lusitano é justamente o tipo de comércio que eles administram: ao invés de padaria, Antonino e Amélia comandam uma bicicletaria, localizada na quadra 6 da rua Monsenhor Claro.
Para conseguir falar com a dupla, a reportagem teve de fazer três tentativas, todas seguidas pelo argumento de que, no momento, a loja estava muito cheia de clientes e não podiam abandonar o balcão para falar ao telefone.
Na sequência, seo Antonino retornou a ligação, desta vez, sim, com um pouquinho mais de tempo. Durante o pequeno bate-papo foi possível perceber o motivo pelo qual a Bicicletaria do Português vive abarrotada de fregueses: Antonino é simpático e apaixonado pelo que faz.
“Vim de Portugal para Bauru quando tinha 23 anos para trabalhar como mecânico, mas o dinheiro não dava. Um dia, por uma peça do destino, um japonês pediu que eu consertasse a bicicleta dele. Ficou tão feliz com o serviço que me prometeu arrumar mais clientes”, conta Antonino, que, sentindo a melhora no orçamento, logo mandou buscar sua amada Amélia em Portugal.
Antonio também já teve padaria, estacionamento e trabalhou com aplicação na Bolsa de Valores, mas depois de algum tempo desistiu. “Português não é de arrear, não, mas eu estava sobrecarregado, fazendo as coisas pela metade. Fechei tudo e só mantive a bicicletaria, que já é suficiente”, explica ele, que revela que o segredo do sucesso é deixar o freguês sempre sorrindo.
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Embalado pelo fado
Não é preciso conversar por muito tempo com o delegado aposentado Abel Fernando Marques Abreu, 70 anos, para descobrir que, por trás de uma figura sisuda e imponente, existe um homem que se derrete ao falar de sua terra natal: Portugal.
Abel veio para o Brasil quando tinha apenas 11 anos. Natural seria se, na época, em sua condição de criança, encarasse a mudança como uma grande aventura e se dedicasse a desbravar as terras de sua nova moradia, sem se importar com os costumes que ficaram para trás assim que embarcou no navio England Monarch a caminho do Brasil.
Mas com Abel não foi assim. Tratou de enfiar nas bagagens do vapor toda sua paixão por Portugal e, assim que pôde, a disseminou por Bauru. Amor, linda e Santa Terrinha são apenas algumas das palavras empregadas pelo português para descrever seu sentimento por seu país de origem.
E, como não podia deixar de ser, escolheu o fado, uma melodia dolente e chorosa, como um de seus estilos musicais prediletos. Segundo ele, perfeito para traduzir a alma portuguesa.
“Atualmente, muitos lusitanos que vivem em Bauru mantêm tradições portuguesas, como a culinária e a bandeira. Já o fado é algo incomum, porém, para mim, é tão importante quanto os outros costumes. É uma música que faz parte do cotidiano português, que fala sobre a terrinha”, explica Abel, que logo emenda, empolgado: “Que Deus me perdoe, se é crime ou pecado, mas eu sou assim, cantando um fado...”
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Sabores de Portugal
Dentre os legados portugueses deixados por Pedro Álvares Cabral e suas caravelas e cultivados por centenas de portugueses que desembarcaram em Bauru nas décadas de 40 e 50, certamente um dos que mais agradam os brasileiros é a gastronomia lusitana.
Bolinhos de bacalhau, dobradinhas, cozidos e assados portugueses, entre outros pratos, caíram no gosto dos brasileiros e se tornaram impossíveis de se resistir. A boa notícia é que, nesta travessia de continentes, pouco se perdeu na qualidade e no sabor da culinária portuguesa.
Em Bauru, o chef Carlos Alberto Martins Pereira, 42 anos, português dono de um bistrô, é o responsável por manter vivas as lembranças dos lusitanos-bauruenses de sua terra natal. Já no caso dos brasileiros natos, o chef desempenha o papel de fazer sentir, por meio de seus pratos, um mundo de sabores, reforçando as raízes portuguesas.
“Vim para o Brasil pela primeira vez quando tinha 20 anos. Depois voltei para Portugal e há cinco anos retornei a Bauru. Para mim a vida que levo hoje é ideal. Amo a culinária portuguesa, mas gosto de praticá-la sob o sol e o clima brasileiro”, justifica.
De acordo com Carlos, a gastronomia lusitana é determinada pela variedade e localização geográfica. Nas regiões banhadas pelo Oceano Atlântico, é hábito comer pescados. Já no interior do País, caçadas como patos, coelhos, cabritos e porcos predominam no prato português.
“Antigamente isso acontecia por conta da dificuldade que as pessoas do interior de Portugal tinham de transpor barreiras geográficas. Hoje isso já mudou, mas ainda assim, a gastronomia permanece diferente por questões de costume”, explica Carlos.
Cebola, azeite, pimenta do reino, colorau, salsa e alho são os temperos mais utilizados e, para compor a mesa, também não pode faltar um bom vinho.
Mas preparar um bacalhau não é tão simples quanto parece. Isto porque os pratos portugueses são marcados pela tradicionalidade e por segredos que passam de geração em geração, alguns, há mais de 70 anos.
“O bolinho de bacalhau, por exemplo, deve ser feito com as abas do peixe, nunca com as postas que, apesar de mais nobres, não dão o mesmo efeito. Além disso é preciso saber dessalgá-lo”, ensina Carlos, que não passa a receita do sucesso do prato.
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Bolinho de Bacalhau
Rendimento: 20 unidades.
Tempo de Preparo: 40 minutos (além das 30 horas necessárias para dessalgar o bacalhau, cozinhá-lo e deixá-lo descansar no azeite).
Grau de Dificuldade: Moderado.
Ingredientes
1 kg de bacalhau.
Água, o suficiente para deixar de molho.
Azeite de oliva, o suficiente.
300 g de batata cozida e amassada.
4 colheres (sopa) de amido de milho.
1 ovo.
10 dentes de alho amassados.
50 ml de azeite de oliva extra virgem.
2 colheres (sopa) de salsinha picada.
Óleo quente, o suficiente.
Modo de preparo
Para dessalgar o bacalhau, coloque-o de molho na água. Troque-a de 3 em 3 horas por 6 vezes.
Em seguida, cozinhe o bacalhau e desfie-o. Deixe esfriar.
Regue o bacalhau com o azeite de oliva e deixe descansar por 12 horas.
Acrescente a batata e misture bem.
Em seguida, acrescente aos poucos, nessa ordem, sem parar de mexer, o amido, o ovo, o alho, o azeite, a salsinha.
Misture até que fique homogêneo.
Unte as mãos com um pouco de azeite e modele os bolinhos.
Frite-os no óleo quente.