Polícia

Homem é assassinado a facadas

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) encontrou Claudinei Aparecido Rosa, 42 anos, morto, com várias perfurações à faca, num terreno atrás de uma borracharia na quadra 6 da rua Sargento José Mendes Leal, na Vila Nova Esperança, em Bauru, por volta das 7h45 de ontem. O rastro de sangue no chão indica que ele foi esfaqueado atrás da borracharia e arrastado para o terreno. Até o final do dia de ontem, a polícia não tinha pistas sobre o autor do crime. É a 26.ª morte violenta na cidade neste ano, de acordo com levantamento feito pelo JC.

Um dos proprietários da borracharia, ao abrir o estabelecimento no início da manhã de ontem, se deparou com poças e manchas de sangue atrás do imóvel. Em seguida, seguiu um rastro de sangue por cerca de 50 metros e se deparou com o corpo de Rosa, que estava caído, virado de bruços. O corpo apresentava um corte profundo na garganta e outras perfurações pelo corpo.

De acordo com o capitão Fabiano Serpa, comandante da 3.ª Companhia da PM, e o tenente Samuel Gomes, comandante da Base Noroeste da PM, que estiveram no local do crime, Rosa era usuário de crack e já teria passagens pela polícia. Esses fatores estariam ligados ao crime, na opinião de Serpa. “A vítima tinha um perfil de comportamento que nós chamamos ‘comportamento de risco’’, frisa. “Rosa era usuário de drogas, estava num local com pouca iluminação, de madrugada”, completa o capitão.

Ainda de acordo com Serpa, existe a hipótese de que o homicídio tenha sido motivado por um provável “acerto de contas” envolvendo dívida de drogas. Um dos moradores das imediações do crime, que não quis se identificar, relatou que a madrugada no bairro teria sido turbulenta. “Ouvi intensas brigas num bar que fica na mesma quadra em que aconteceu o homicídio”, conta.

De acordo com o morador, que reside há 30 anos na mesma rua, o bairro tem sido alvo constante de vandalismo. “Se a polícia fizesse um patrulhamento mais efetivo, esse vandalismo poderia ser evitado. Mas a polícia dificilmente aparece por aqui, mesmo quando eu insisto em chamar. Os moradores, como eu, ficam desamparados, não há para quem socorrer”, afirma.

Segundo o tenente Samuel, já foram realizadas algumas blitze no bar citado pelo morador. Quanto ao patrulhamento, o tenente afirma que, por se tratar de uma das ruas mais movimentadas do bairro, o caminho é rota comum de trânsito das viaturas. Mas admite que moradores do bairro têm feito várias reclamações à polícia por perturbação de sossego.

O corpo de Rosa foi encaminhado, após avaliação da perícia técnica, para o Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. O caso será investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado de plantão ontem, Ronaldo Divino da Rocha Silva, informa que será instaurado inquérito policial para tentar identificar o autor do assassinato. “Ainda não há suspeitos. Ouviremos a família da vítima para levantar informações e, assim, dar início às investigações ”, afirma o delegado.

Comentários

Comentários