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Grupo que controla jornal Financial Times quer comprar o Anglo


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São Paulo - O Pearson, grupo editorial e de informação digital que controla o jornal ‘Financial Times’, está na briga pela compra do Anglo, grupo de educação brasileiro especializado em cursos preparatórios para o vestibular, com unidades próprias e parcerias com escolas em todo o País - em que fornece material didático e metodologia de ensino.

Segundo notícia do próprio ‘Financial Times’, mais duas empresas estariam interessadas no negócio. O Anglo negou que esteja à venda. Mas, segundo o jornal, fontes próximas dizem que a empresa teria sido avaliada pelo banco de investimentos Credit Suisse por até R$ 600 milhões, e que ofertas eram esperadas dentro de semanas. De acordo com as fontes do ‘FT’, as ofertas viriam abaixo do valor proposto e não haveria certeza quanto ao fechamento do negócio.

Os outros interessados no sistema Anglo, segundo o jornal, seriam o Grupo Abril e a editora espanhola Santillana, que tem interesse em se expandir na América Latina. O grupo que conseguir fazer a aquisição poderia exportar o sistema Anglo. Pearson, Santillana e Abril não comentaram o assunto.

O Pearson está com um caixa reforçado. De acordo com o ‘FT’, o grupo deve receber cerca de US$ 2 bilhões, excluindo impostos, da venda do Interactive Data Corporation, empresa fornecedora de dados e análises para o mercado financeiro, vendida em maio. Segundo a presidente do Pearson, Dame Marjorie Scardino, os recursos seriam destinado ao crescimento orgânico e aquisições, especialmente em mercados emergentes, onde a receita do grupo cresceu de US$ 304 milhões para US$ 648 milhões desde 2005.

A companhia também esteve perto de fechar outra grande aquisição no Brasil, segundo as mesmas fontes.

Interesse

Nos últimos anos, o mercado educacional no Brasil entrou no radar dos investidores. Grupos de private equity têm demonstrado interesse no setor, principalmente no ensino superior. Hoje, entre os cinco maiores grupos educacionais privados do Brasil, quatro estão ligados a fundos de private equity.

A ofensiva dos fundos teve início há sete anos, quando o Pátria Investimentos comprou parte da Anhanguera Educacional. A Estácio, do Rio de Janeiro, tem participação do GP Investimentos A americana Laureate, que no Brasil controla a Universidade Anhembi Morumbi, tem como acionista o fundo de private equity americano Kohlberg Kravis Roberts (KKR), um dos maiores do mundo O fundo Advent comprou parte da Kroton Educacional no ano passado. Por enquanto, a única exceção entre as cinco maiores é a Unip, do empresário João Carlos Di Gênio.

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