Internacional

Mais de 10 mil palestinos saíram de Gaza pela abertura de Rafah


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Gaza - O governo do Hamas - movimento islâmico que controla a faixa de Gaza - afirmou ontem que mais de dez mil palestinos cruzaram a fronteira entre Gaza e o Egito pela passagem de Rafah, reaberta no dia 2 de junho após a crise internacional gerada pelo ataque de Israel à “Frota da Liberdade”, matando nove ativistas no dia 31 de maio.

Concretamente, 10.531 pessoas passaram de Gaza ao Egito e 10.172 fizeram o percurso oposto, detalhou em comunicado o organismo de cruzamentos e fronteiras ligado ao Hamas.“Os que cruzaram de Gaza para o Egito eram pacientes precisando de tratamento médico, estudantes, pessoas que viajavam para outros países e que têm passaporte de outra nacionalidade”, assinala a nota.

Rafah, a única saída terrestre de Gaza para outro país a não ser Israel, liga o sul da faixa com o Sinai egípcio.

Aberta em 2005, o posto de fronteira começou a ficar fechado frequentemente, por decisão de Israel (que controla parcialmente seu funcionamento), após a captura do soldado israelense Gilad Shalit por três milícias palestinas em junho de 2006.

Um ano depois, a passagem foi fechada, após a tomada de Gaza pelo Hamas, embora Cairo a abra esporadicamente para permitir a saída de pessoas por necessidades humanitárias.

Num dos últimos desdobramentos da crise internacional enfrentada por Israel, após o ataque à frota humanitária que levava ajuda à Gaza, ontem o premiê israelense Binyamin Netanyahu descartou um pedido de desculpas à Turquia, exigência feita por Ancara para a retomada das relações bilaterais.

A maioria dos nove ativistas mortos a bordo do navio “Mavi Marmara” em 31 de maio era de nacionalidade turca.

Anteontem, em entrevista à emissora de TV estatal israelense “Channel 1”, o premiê Binyamin Netanyahu afirmou que o Estado hebreu não pedirá desculpas pelo ataque. “Israel não pode se desculpar porque seus soldados tiveram que se defender para evitar ser linchados por uma multidão”, defendeu o premiê.

O anúncio foi feito em resposta direta às exigências do chanceler turco, Ahmet Davutoglu, de que o governo israelense se desculpe publicamente pelo ataque à “Frota da Liberdade” para que as relações turco-israelenses sejam retomadas.

Ainda falando à emissora, o premiê Binyamin Netanyahu deixou claro que ainda não há acordos para retomar as relações entre turcos e israelenses, mas confirmou a reunião entre um ministro de Israel e o chanceler turco.

As declarações de Netanyahu chegam um dia após sua participação numa cerimônia na casa do embaixador americano em Jerusalém, em antecipação ao dia da independência dos Estados Unidos, celebrado no hoje, e três dias antes de sua visita a Washington, adiada após o ataque à frota humanitária.

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