Nova York - Ao assumir o comando da guerra no Afeganistão, ontem, o general americano David Petraeus afirmou tratar-se de um "momento crítico'' do conflito, prometeu "defender o povo afegão'' e declarou: "Estamos nessa para vencer''.
Petraeus assumiu o posto no 4 de Julho, Dia da Independência americana, em substituição ao famoso general Stanley McChrystal, retirado depois de aparecer numa reportagem da revista "Rolling Stone'', ao lado de assessores, fazendo críticas ácidas a vários membros do alto escalão do governo.
Petraeus era o chefe do Comando Central dos EUA, responsável pela supervisão das operações no Oriente Médio. Antes, ele já havia comandado as tropas no Iraque.
Agora, o general passa a orientar cerca de 100 mil militares que enfrentam atualmente uma escalada de violência no país.
O número de soldados da Otan (aliança militar ocidental) mortos em junho (102) foi o mais alto desde o início da guerra. O general terá seis meses para provar que a controversa estratégia de contrainsurgência, que ele mesmo ajudou a elaborar, está progredindo.
O governo Obama planeja para dezembro a revisão dessa estratégia, criticada por limitar o uso da força dos militares para diminuir o número de civis mortos. Ontem, em cerimônia no quartel-general da Otan em Cabul, Petraeus prometeu mostrar "ao povo e ao Taleban que as forças internacionais e afegãs estão aqui para proteger os afegãos''.
O general reafirmou que a troca de comando não significa uma mudança de estratégia. Ele disse que o foco da missão militar continuará sendo a defesa da população, mas garantiu que reexaminará as diretrizes "para determinar onde refinamentos podem ser necessários''.