Bairros

Unesp Bauru mantém paralisação

Alexandre Padilha
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Assembleia realizada ontem em Bauru após conversa entre o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (Sintunesp) e a Reitoria da universidade decidiu pela manutenção da greve no campus da cidade. A proposta apresentada pela Reitoria discorria sobre um reajuste salarial no próximo ano e o pagamento, em breve, dos precatórios de funcionários. Uma nova reunião entre as partes ficou marcada para o dia 20 de julho.

Na última segunda-feira, representantes do Sintunesp e da reitoria da universidade se reuniram em São Paulo para negociar sobre as reivindicações que geraram a paralisação dos trabalhadores dos campi estaduais. Entretanto, segundo o diretor de base do sindicato em Bauru, José Aparecido Castelli, disse que a instituição formalizou uma proposta que não foi aceita pelos servidores da unidade bauruense, que decidiram manter o movimento de greve durante uma assembleia realizada ontem.

“Eles fizeram a proposta mas a gente não aceitou. Nós fomos pedir uma referência na carreira mas eles não quiseram oferecer esta referência, propondo que nos fosse dado o aumento no orçamento do ano que vem. Além disso, a Reitoria ofereceu pagar o precatório, mas como tem pouca gente que precisa receber o precatório aqui em Bauru, nós decidimos manter a paralisação”, revelou Castelli.

Entretanto, o diretor de base afirmou que existe um número considerável de trabalhadores da Unesp que esperam receber o precatório, o que poderia viabilizar a desmobilização de alguns campi. “Agora, o sindicato, que abrange todas as unidades da Unesp, vai conversar com as bases de cada cidade para mapear o movimento e tirar uma ideia de como o movimento vai se comportar”, destaca.

Este diálogo direto entre o Sintunesp e a Reitoria da universidade se tornou possível depois de frustradas as tentativas de negociação entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das 6, entidade formada pelos sindicatos de servidores e associações de professores das universidades estaduais de São Paulo. Com esta falha no diálogo, o Fórum das 6 decidiu liberar os sindicatos para uma negociação restrita com suas respectivas reitorias.

O Sintunesp deflagrou a greve por considerar que o aumento de 6,57% para servidores e professores proposto pelo Cruesp não considera o ajuste realizado em relação ao salário dos professores, que tiveram implementação de 6% em fevereiro. Agora, além da retomada da isonomia entre os funcionários das universidades, a categoria espera um reajuste de 16% relativo às perdas salariais sofridas nos últimos cinco anos.

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