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Copa 2010: Sneijder foi o melhor do jogo


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A primeira semifinal da Copa do Mundo, entre Holanda e Uruguai, estava empatada (1 a 1) e equilibrada, até que Sneijder decidiu mais uma vez em favor dos batavos. Algoz da seleção brasileira nas quartas de final, o atleta da Internazionale de Milão recebeu, ajeitou e chutou rasteiro, de direita. A bola ainda desviou na zaga e dormiu nas redes do Estádio Green Point, aos 24 minutos do segundo tempo.

Com o tento, os europeus cresceram no embate e, minutos depois, ampliaram com Robben. No final, os sul-americanos descontaram com Maxi Pereira, mas já era tarde. A Holanda é a primeira finalista do Mundial 2010. Além do gol crucial para a vitória da Orange - que retorna a uma decisão de Copa do Mundo desde 1978 -, Sneijder acertou 46 passes (dos 67 tentados), deu três lançamentos e dois cruzamentos. Todos esses números servem para explicar a escolha do jogador como o melhor em campo.

Com o triunfo, a Holanda - apresentando um futebol metódico e eficiente - continua com 100% de aproveitamento no continente africano e está há 25 jogos sem saber o que é derrota. Dono de quatro gols na competição sul-africana, Sneijder e seus companheiros de Laranja Mecânica aguardarão o vencedor do jogo de hoje, entre Alemanha e Espanha, para conhecerem seu rival na decisão.

Equilíbrio

Se a Holanda apresentou seu estilo ‘frio e calculista’, o Uruguai fez jus ao rótulo de seleção guerreira. Assim, o embate entre as equipes, válido pelas semifinais da Copa do Mundo da África do Sul, foi muito equilibrado. Foram os talentos individuais dos homens de frente da Holanda que acabaram decidindo.

Segundo as estatísticas pós-jogo da Fifa, o Uruguai chutou 12 vezes (seis no gol), número semelhante à Orange, que arriscou 11 (sendo que sete atingiu a meta de Muslera). A posse de bola também explicita a equivalência de forças: 53% a 47% para os batavos.

Depois de um primeiro tempo empatado em 1 a 1, Sneijder, em jogada pessoal, deixou a Holanda na frente do placar. O mesmo filme, estrelado contra a seleção brasileira, foi visto na Cidade do Cabo. Sem encantar, a Laranja Mecânica foi eficiente, aproveitou os erros de seu adversário e já está há 25 jogos sem perder. De volta a uma decisão de Mundial desde 1978 - quando foi superada pela Argentina -, a Holanda aguarda o vencedor de Alemanha e Espanha (que se enfrentam hoje) para conhecer seu rival na final.

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Forlán marca e supera carrasco brasileiro

Com o gol anotado na derrota para a Holanda por 3 a 2, Diego Forlán, que disputa sua segunda Copa do Mundo, chegou a cinco gols na artilharia geral da história dos Mundiais [foram quatro nesta edição e um em 2002], superou Carlos Borges e Alcides Ghigghia - o carrasco brasileiro do Maracanazo - e se igualou a Pedro Cea e Alberto Schiaffino, duas das maiores lendas do futebol uruguaio.

Pedro Cea foi o artilheiro do Uruguai na Copa do Mundo de 1930, disputada no país, com cinco gols. Além disso, foi o único a participar de todos os jogos das campanhas vencedoras dos uruguaios nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 e no Mundial de 1930. Já Schiaffino, além de ter anotado o gol de empate do Uruguai na final contra o Brasil - e outros dois na campanha uruguaia na Copa de 1950-, também participou da Copa de 1954 e fez dois gols. Forlán, Cea e Schiaffino, com cinco gols, estão atrás de Oscar Míguez, que fez oito gols nas Copas de 1950 [cinco gols] e 1954 [três gols].

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Tabárez considera que o time chegou onde podia

A eliminação para a Holanda, nas semifinais da Copa do Mundo, não muda o sentimento de orgulho do técnico Oscar Tabárez, do Uruguai. Segundo ele, a Celeste Olímpica chegou ao seu limite na África do Sul. “Tenho muito orgulho desses jogadores. Eles lutaram, chegaram a empatar o jogo e não desistiram em nenhum momento, sempre tentando vencer. Não poderíamos pedir mais para esses jogadores, nem para o Uruguai”, disse após a partida.

Fora da final, os uruguaios ainda disputam o terceiro lugar no próximo sábado, contra a seleção derrotada na partida desta quarta-feira, entre Espanha e Alemanha, em Durban. Para Tabárez, ainda há motivação. “Ainda temos algo a conquistar. Precisamos passar uma imagem como a de hoje. Claro que a motivação é diferente, mas é uma oportunidade a mais para o Uruguai mostrar a que veio e jogar de igual para igual, superando as limitações que possamos ter. O jogo de sábado é importante para mim”, declarou o comandante, que não quer saber de choro por parte de seus jogadores.

“Não é o momento de procurar desculpas para a eliminação. Nós tentamos e não conseguimos, mas estou muito contente com o que meus garotos fizeram. Jogamos contra um time que disputará a final da Copa do Mundo e criamos dificuldades em alguns momentos. Não é o momento de chorar”, completou. Para o duelo de sábado, Tabárez deverá contar com as voltas de Lugano e Suárez. O zagueiro não participou do duelo de ontem em razão de uma lesão no joelho, enquanto o atacante estava suspenso pela expulsão diante de Gana.

Arbitragem

Aparentemente tranquilo após a eliminação uruguaia para a Holanda, nas semifinais da Copa do Mundo, o técnico Oscar Tabárez elogiou a qualidade dos jogadores europeus, mas não deixou de alfinetar a arbitragem, que validou um gol polêmico de Sneijder. “O segundo gol foi decisivo, sobretudo porque nós vimos que estava impedido. Poderíamos continuar no jogo por mais tempo, mas eles ganharam tranqüilidade”, disse o técnico, referindo-se à posição irregular de Van Persie, que tentou desviar o chute do companheiro.

Apesar de destacar a doação da equipe e dizer que seus jogadores não se entregaram em nenhum momento, Tabárez confessou que não confiava na reação uruguaia antes do segundo gol de sua equipe, marcado por Maxi Pereira. Por esse motivo, ele sacou o atacante Forlán, um dos destaques do time.

“Desde o primeiro minuto do jogo, Forlán estava com problema. Eu não seria tolo de tirá-lo sem haver um motivo. Quando o jogo estava 3 a 1, achei que estava perdido e não podia mais sacrificá-lo. O gol de Maxi Pereira nos deu a possibilidade de tentar até o fim e se pudesse escolher uma maneira de perder, seria muito parecida com essa”, explicou, antes de elogiar os homens de frente da equipe adversária.

“Esses jogadores holandeses são muito bons, principalmente do meio para a frente. Nós começamos jogando de igual para igual, marcamos bem, sem recuar. Chegamos a controlar o jogo, criamos chances, mas quando tiveram espaços, eles resolveram”, falou o uruguaio, que prefere esperar para falar em uma possível permanência no comando.

“Não depende de mim. Não posso me candidatar para seguir na seleção. Acredito que o próximo passo seria uma proposta e eu não seria capaz de recusar, mas acho que não seja o momento de falar sobre isso, porque posso ser mal interpretado”, concluiu.

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