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Casillas: ‘É o jogo mais importante de nossa história’Copa 2010


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A disputa da semifinal da Copa do Mundo, contra a Alemanha, é encarada pelo goleiro Casillas como o jogo mais importante da história da seleção espanhola. O jogador coloca a partida à frente da decisão da Euro 2008, contra os mesmos alemães, quando a Espanha sagrou-se campeã. “Não viemos para a África para terminar em quarto lugar. Vamos lutar para chegar à final, é nosso único objetivo. É a partida mais importante de nossa história, acima da decisão da Euro”, disse o arqueiro à Rádio Federación.

Em busca de seu primeiro título mundial, os espanhóis encaram o duelo com a Alemanha como uma final, e o goleiro garante que a equipe está muito concentrada neste duelo. “Não pensamos em outra coisa que não seja a Alemanha. Percebemos isso no nosso ambiente diário. Todos temos o sonho de chegar a Madri como campeões do mundo, mas primeiro temos de vencer esta final com a Alemanha”, declarou.

Além da importância da partida, a qualidade do adversário faz com que o goleiro do Real Madrid esteja ainda mais atento. Para Casillas, os comandados de Joachim Löw estão apresentando o melhor futebol desta Copa do Mundo. “Acredito que a Alemanha seja a melhor seleção do Mundial. Não é qualquer time que marca quatro gols na Inglaterra e na Argentina”, finalizou.

Rótulo de heroi

O atacante David Villa está vivendo um dos melhores momentos de sua carreira. Logo depois de assinar um contrato com o Barcelona, o atacante é o principal artilheiro da Copa do Mundo, com cinco gols, e tem sido dado como um heroi nacional no país. Mesmo assim, o atleta garante que o principal jogador do time é o goleiro Iker Casillas.

“Se há um heroi até agora, não sou eu, mas sim o Casillas. Ele esteve genial e nos salvou. Não só no pênalti, mas também em diversas outras oportunidades. Eu só estou fazendo o de sempre, por sorte estou terminando as jogadas e só finalizo o bom trabalho que o time faz”, disse o humilde atacante.

Villa também garantiu que prefere ser campeão do mundo do que vencer a Bola de Ouro, dada para o artilheiro do Mundial. “Quero continuar fazendo gols e ajudando a Espanha, mas afirmo agora mesmo, que se pudesse escolher entre ser campeão e ganhar a Bola de Ouro, seria campeão”. O artilheiro não esconde o desejo de entrar para a história do futebol da Espanha. “Sabemos que a Espanha nunca havia conseguido isto que conseguimos. E, se Deus quiser, esta quarta-feira será um grande dia para todo o futebol espanhol. Quero que quando acabar a partida, celebremos a classificação à final”, disse o jogador.

O jogador também lembrou do duelo contra os alemães na final da Eurocopa de 2008, vencida pela Espanha. “Não é fácil perder uma final. Agora nos reencontraremos e não espero um clima de revanche, mas creio que as duas equipes buscarão a vitória e será uma partida muito bonita, mas sonhamos em eliminá-los”, falou Villa.

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Löw combina estilos europeus

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, tentou fundir a dedicação alemã com o ritmo inglês, a fluidez espanhola e a defesa italiana para criar um estilo novo e vencedor para sua seleção, disse ele anteontem. Löw reconheceu ter combinado diversos estilos para encontrar a mistura certa em seu time cosmopolita e multiétnico. “Vi muito futebol internacional, absorvi tudo e aproveitei muitos aspectos”, disse ele aos repórteres.

“Na Inglaterra o ritmo é incrível, é algo a ser copiado. Na Espanha, existe um estilo livre, solto, técnica e habilidade, e você percebe que isso é natural neles”, observou. “A Itália conquistou o Mundial de 2006 com um jogo defensivo perfeito, mas o esporte evoluiu nos últimos quatro anos. Os times na semifinal têm defesas sólidas, mas é preciso mais do que isso, um estilo de jogo mais versátil”, disse.

A Alemanha impressionou ao combinar uma zaga implacável, que só tomou dois gols em cinco partidas, com um meio-campo fluido e um ataque fulminante que marcou 13 gols até o momento, sendo oito nos dois últimos confrontos com Inglaterra e Argentina. Löw disse ser difícil comparar seu time com seleções alemãs do passado, dada a mudança radical na maneira como o esporte é jogado agora.

“Não gosto dessas comparações. O time alemão vencedor do campeonato europeu de 1972 supostamente é o melhor do país de todos os tempos, e eles certamente jogavam um futebol fantástico, muito solto. Mas o lado físico, atlético tem um papel cada vez maior, e o futebol como esporte mudou fundamentalmente. Assim como as antigas virtudes alemãs de trabalho duro e força de vontade, eu queria que fôssemos um time que pode se garantir com facilidade, e temos jogadores que são muito bem dotados técnica e fisicamente. Paixão, força de vontade e comprometimento são as pré-condições básicas para sobreviver no futebol internacional nos dias de hoje, mas trabalhamos duro para desenvolver um estilo fluido de futebol”, declarou Löw.

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Disputa por posto de capitão abala harmonia alemã

Às vésperas da decisão de hoje contra a Espanha pela semifinal da Copa do Mundo, a seleção alemã vive uma incômoda turbulência. O meia Michael Ballack deixou o grupo justamente após a uma declaração polêmica do lateral direito Philipp Lahm.

Em entrevista ao diário Bild, o ala revelou que gostaria de continuar como capitão da Alemanha mesmo depois do retorno do companheiro às atividades. Ballack está fora da Copa do Mundo por contusão, mas acabou convidado a permanecer junto aos atletas. Diretor da seleção alemã, Oliver Bierhoff rechaça qualquer tipo de desavença entre os atletas. “Não existe o mínimo de conflito”, avisou.

Segundo o dirigente da tricampeã mundial, a volta de Ballack ao continente europeu estava prevista antes mesmo da entrevista de Lahm. Bierhoff diz que o meia irá intensificar o trabalho de recuperação da lesão no tornozelo. “Houve apenas uma infeliz coincidência em relação ao que o Lahm falou e a viagem do Ballack para a Europa”, reforçou o dirigente da Alemanha.

Aprovação

O técnico da seleção alemã, Joachim Löw, tem sido apontado como o principal treinador deste Mundial. Depois de levar uma seleção desfalcada e desacreditada para as semifinais da Copa do Mundo, os torcedores querem que ele permaneça no cargo até a próxima Copa.

Foi feita uma pesquisa por um instituto alemão de Dortmund - o Dortmunder Meinungsforschungsinstitut -, que apontou uma aprovação de 92% do técnico pelos cidadãos da Alemanha. O contrato de Löw termina logo após a Copa do Mundo da África do Sul, mas a própria Federação Alemã de Futebol já demonstrou o interesse em assinar um novo acordo com o treinador de 50 anos.

Antes do Mundial, o comandante chegou a ser questionado pela imprensa alemã e Mundial por não dar oportunidade a alguns atletas, como o atacante brasileiro naturalizado Kevin Kuranyi e o volante Torsten Frings, que acabaram fora da lista da Copa.

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Matthäus ‘detona’ Ballack

O ex-jogador Lothar Matthäus não foi nem um pouco político ao ser perguntado sobre a situação do meio-campista alemão Michael Ballack, que se contundiu pouco antes da Copa do Mundo e não pôde jogar por seu país. Para o ex-atleta, Ballack, de 33 anos, tem que abandonar a seleção alemã. “Eu acho que a Alemanha joga muito melhor sem o Ballack e, por isto, ele deveria se aposentar da seleção”, comentou Matthäus, que é o atleta que mais Copas do Mundo jogou, com cinco no total.

Apesar de pedir que Ballack renuncie da seleção nacional, o ex-craque disse que entende o que se passa pela cabeça do meia. “Eu entendo suas ambições de ser campeão pela Alemanha, mas isto não o torna jovem novamente”, disparou. Perguntado sobre a liderança que o ex-capitão ainda possui, Lothar garante não ver problema em perdê-la. “Outros jogadores já assumiram esta liderança, há novas hierarquias. Ele tem que renunciar”, garantiu.

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