Internacional

Barack Obama nega tensão com Israel


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Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou ontem que as relações com Israel passem por um momento difícil e declarou, após encontro na Casa Branca com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que as notícias de rixas são infundadas.

O tom das declarações de ambos aos jornalistas foi um esforço evidente de negar um dos períodos mais turbulentos na relação bilateral.

Questionado por um jornalista, Obama afirmou que a premissa de que os dois países vivem momentos difíceis é prematura e errada e afirmou que nem sempre o aumento da cooperação entre os dois países são “propagandeados”.

“Eu confio no premiê Netanyahu desde antes de ser eleito”, disse Obama, quando questionado sobre as discórdias recentes entre os dois países.

Israel provocou indignação nos EUA em março passado, quando, durante visita do vice-presidente Joe Biden, anunciou um plano para construir 1.600 casas para judeus em uma área da Cisjordânia ocupada que considera fazer parte de Jerusalém.

Israel assegurou a Washington que os trabalhos de construção no assentamento Ramat Shlomo não começariam antes de pelo menos dois anos. O anúncio atrasou o início das conversas indiretas de paz, mediadas pelos EUA, já que os palestinos - e Washington - exigem o congelamento das novas construções como condição para dialogar.

No mesmo mês, em visita aos EUA, Netanyahu teve uma recepção fria e não houve foto conjunta nem refeição. Mas nos últimos meses, o governo Obama tem adotado um tom mais brando, enquanto Netanyahu ofereceu gestos conciliadores.

Obama e Netanyahu defenderam diálogo direto com os palestinos, algo que seria alcançado apenas em setembro, caso as chamadas “conversas de proximidade”, mediadas pelos EUA, conseguissem avançar. Depois de cinco rodadas sem compromissos ou anúncios, há dúvidas de que os palestinos demonstrem confiança suficiente em Israel para aceitar estas reuniões.

E o discurso de Obama não parece ajudar. O americano elogiou o “real progresso” na faixa de Gaza e a decisão de Israel, divulgada oficialmente anteontem, de permitir a entrada de mais bens de consumo no território palestino. A decisão foi tomada sob dura pressão internacional, depois do pelo ataque israelense, em 31 de maio, a um barco com ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio à Gaza. Na operação, nove ativistas turcos foram mortos.

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Presidente turco sobe o tom

Istambul - O presidente turco, Abdullah Gul, disse ontem que Israel está agindo irracionalmente ao negar pedido de desculpas pelo ataque, em 31 de maio, a um barco com ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio israelense à faixa de Gaza. Na operação, nove turcos foram mortos e a Turquia ameaçou romper relações com Israel se o país não se redimir.

“Eles não têm muitos amigos na região. Agora parece que querem se livrar da relação com a Turquia”, disse Gul. Segundo Gul, são as divisões dentro da coalizão de governo de Israel que impedem o Estado de reparar as relações seu único aliado muçulmano.

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