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Municípios litorâneos comemoram aumento de cruzeiros


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As cidades escolhidas como paradas dos cruzeiros estão animadas com o aumento das viagens e não temem os possíveis danos ao meio ambiente. No Rio de Janeiro ocorreram 255 paradas de cruzeiros nesta temporada - na anterior foram 148 (aumento de 72%). O crescimento previsto para a próxima é de 25%.

“Os cruzeiros são como hotéis cinco estrelas ou mais que atendem a uma legislação ambiental super exigente e cumprem todas as normas”, diz o subsecretário de Turismo do Rio, Pedro Guimarães. Segundo ele, já ocorreram casos de pequenos vazamento de óleo, mas há oito anos fatos como esses não acontecem.

Guimarães admite, porém, que há necessidade de melhorar a infraestrutura portuária e da cidade para receber os visitantes. Segundo ele, o porto passa atualmente por uma revitalização. O subsecretário discorda da ideia de que os passageiros de cruzeiro não gastam. “Muitos terminam o cruzeiro na cidade e se hospedam nos hotéis.”

Em Ilhabela, o aumento das escalas foi de 53% de uma temporada para outra - a última teve 152 paradas. A prefeitura estima que cada passageiro gaste, em média, R$ 50,00, o que injeta “na economia R$ 17 milhões por temporada no comércio local”. A administração municipal diz que a temporada de cruzeiros é importante para combater a sazonalidade, pois os prestadores de serviço ganham garantia de trabalho de, pelo menos, seis meses.

Fortaleza, por exemplo, recebeu 40 mil turistas de cruzeiros nesta temporada - 71% a mais que na anterior. A prefeitura diz que o porto está preparado para recolher a produção de lixo, esgoto e óleos. Em Angra dos Reis houve o desembarque de quase 197 mil pessoas neste temporada, contra 83 mil da anterior. Segundo a assessoria de imprensa da TurisAngra, os passageiros passeiam de barco ou lancha, compram lembranças e almoçam na cidade. “É um turismo que nos interessa muito, mas sempre com controle.”

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Fernando de Noronha

Ao contrário de outros destinos turísticos na costa brasileira, o turismo de cruzeiro é limitado no arquipélago de Fernando de Noronha. Apenas um navio tem permissão para levar visitantes às ilhas e, mesmo assim, com número de passageiros reduzido.

“O desembarque de passageiros em Noronha é limitado a 700 pessoas. Ainda assim, metade fica nas praias e a outra metade faz passeios de barco”, diz Milton Sanches, diretor de cruzeiros da operadora CVC. Cruzeiros para a região também têm restrições em datas de grande visitação, como carnaval e ano novo.

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Multas

Louis Cruises: Em 2007, empresa foi multada em 1,17 milhões por poluir o mar com 450 toneladas de óleo.

Carnival Corporation: Pagou US$ 18 milhões em multas entre 1996 e 2001 por lançamento de óleo ao mar.

Royal Caribbean Cruises: Entre 1998 e 2000, foi multada por ter jogado ao mar águas poluídas e tóxicas.

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