Tribuna do Leitor

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A minha caminhada de 34 anos de participação ativa na vida da Apae Bauru foi e continua sendo um aprendizado, o qual me ensinou e continua a ensinar e muito, a ponderar nas decisões de atitudes e conclusões de fatos, de um modo geral.

Os especiais, dentro de sua pureza, não se abalam com perdas e ganhos. Não posso guardar só para mim, uma das lições que aprendi com um dos meus Especiais. Na década de 90, realizamos em Bauru uma Olimpíada Estadual, da qual participaram 1.200 atletas. Quantas lições!

Numa das competições de natação, o melhor de nossos alunos com paralisia cerebral teve como adversário um atleta com síndrome de down. Fim de prova; nosso aluno ficou em 2º lugar!

Ao ser retirado da piscina, com a ajuda do professor de educação física e do Senhor seu pai e já protegido pelos dois e se sentido mais confortável, enrolado a uma toalha, olhou para o seu Pai e disse:

Pai, eu perdi...Mas eu cheguei.

Lágrimas rolaram dos olhos de seu pai e de todos a sua volta... Fica a lição: participar sempre, desistir nunca, chegar é a vitória.

Voltamos para casa, mas estivemos lá; O Brasil foi à África. O fato de estarmos na competição, muitas vezes é superação; vencer é conseqüência, participar é importante, sem participação não há vitória, não há Hexa.

A nós, eternos torcedores, resta acreditar que em 2014 a Seleção Brasileira de Futebol, em casa, fará o que pediu o poeta Cazuza: “Brasil mostra sua cara!”, mostra seu futebol arte.

Olga Bicudo Tognozzi - presidente da Apae Bauru

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