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Delegado afirma que goleiro viu ex-policial estrangular a ex-amante


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Belo Horizonte - Para a polícia de Minas Gerais, o desaparecimento de Eliza Samudio está esclarecido: o goleiro Bruno Fernandes, 25 anos, não apenas soube do sequestro da ex-amante, como presenciou ela ser estrangulada e morta.

Na versão apresentada pelo delegado Edson Moreira, Bruno estava na casa em Vespasiano (região metropolitana de BH) em que Eliza foi estrangulada e morta pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O ex-policial, também conhecido por Nenem e Paulista, foi preso ontem. Ele e Bruno negam as acusações. Além de Bruno, também estavam no local Luiz Henrique Romão, o Macarrão, funcionário do atleta, e um primo adolescente de Bruno, segundo a polícia.

Os policiais dizem que as acusações são baseadas nos depoimentos de Sérgio Camelo, também primo de Bruno, e no que disse o adolescente - o primeiro a ser ouvido pela polícia.

À polícia do Rio, o jovem disse que Bruno esteve no sítio mas afirmara que ele foi embora pouco depois. Ontem, em Minas, disse que o jogador presenciou o crime. Segundo ele, Camelo também esteve na casa de Bola, o que é negado por Camelo.

Ontem, a polícia ainda procurava o corpo de Eliza na casa de Bola e em outros locais, sem sucesso. “Mesmo se não encontrarmos o cadáver, com todos esses elementos aí, certamente as pessoas envolvidas serão devidamente indiciadas e apresentadas à Justiça como autoras desse homicídio e da ocultação do cadáver”, disse o delegado Wagner Pinto.

A polícia aponta Bola, Bruno, Macarrão e o adolescente como autores do crime.

Segundo a polícia, baseada nos depoimentos de envolvidos e de testemunhas, Eliza e o filho, que ela dizia ser de Bruno, chegaram ao sítio de Bruno em Esmeraldas entre os dias 5 e 6 de junho. Na viagem, foi agredida pelo primo adolescente no veículo Range Rover de Bruno, dirigido por Macarrão. Ferida, foi mantida sob cárcere privado com o conhecimento de Bruno, Macarrão, Sérgio e o adolescente, além dos funcionários do sítio. Dayanne, mulher de Bruno, também estava no local.

No dia 9, suposta data do crime, Eliza e o bebê foram levados à casa de Bola. Ela, segundo a polícia, foi amarrada e estrangulada. Em seguida, Bola determinou que todos fossem embora para que o corpo fosse desovado. Foi quando o jovem diz ter visto pedaços de Eliza serem jogados aos cães. Ainda segundo a polícia, Macarrão pensou em matar também o bebê, mas foi impedido por Bruno. De acordo com o delegado Moreira, o jogador foi beber cerveja depois de tudo.

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