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Algodão: indústria quer desonerar importação durante a entressafra


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Os representantes da cadeia produtiva do algodão vão pedir ao governo a retirada do imposto de 10% que incide sobre as importações, para desonerar a entrada de 150 mil toneladas da pluma durante a entressafra da cultura, entre dezembro a maio no Brasil. “Houve consenso entre produtores, indústria têxtil e exportadores de que vai faltar algodão para suprir a indústria neste período”, afirma Ivan Bezerra Filho, coordenador do comitê do algodão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

O executivo, que também preside a Têxtil Bezerra de Menezes (TBM), reuniu-se hoje com representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), para discutir o fornecimento da pluma em 2010. “Nosso objetivo é minimizar o impacto da falta de algodão no mercado interno neste período. A indústria não pode ser onerada com este imposto, se não há produto disponível no País”, afirma Bezerra Filho. A proposta será entregue ao Ministério da Agricultura na próxima reunião da Câmara Setorial do Algodão, prevista para o dia 22 de julho.

Os representantes do setor calculam que o déficit na entressafra pode chegar a 200 mil toneladas. Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para a produção de 1,2 milhão de toneladas em 2009/10. Embora a demanda anual da indústria oscile entre 900 mil toneladas e um milhão de toneladas, as projeções do setor indicam que as exportações podem chegar a 400 mil toneladas no ano.

O Comitê Consultivo Internacional de Algodão (Icac, na sigla em inglês) estima os estoques globais em 9,6 milhões de toneladas no final da safra 2009/10, ou 21% abaixo do volume registrado no ciclo anterior. Este também é o menor nível desde 2003/04. O motivo é o declínio da produção no mundo e a recuperação do consumo da indústria.

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