O ramo de entregas está crescendo a cada dia. Algumas pizzarias já encontram mais rentabilidade na entrega do que nas vendas no local. O auxiliar administrativo da Pizzaria Mamma Mia, André Luís de Oliveira Matheus, explica que, quando o movimento está fraco no estabelecimento, é o setor de delivery que “segura” as vendas.
Ele ainda afirma que há vários clientes que moram muito perto da pizzaria, mas, mesmo assim, optam pelas entregas. “Acho que a pessoa está em casa e sem vontade de fazer comida. Mas, ao mesmo tempo, ela não quer sair de casa. Acho que comer no conforto do lar é o maior atrativo”, opina.
Porém, na maioria dos estabelecimentos, comer nesse “conforto do lar” não sai de graça. Há uma taxa que é cobrada nas entregas. Esse custo não é tabelado, variando de acordo com a distância do estabelecimento até o destino da entrega. André garante que este valor não fica com a empresa. “Os motoqueiros ficam com a maior parte. O restante é destinado à cooperativa que eles fazem parte”.
A cooperativa em questão é a Comotrans, que existe há cinco anos no mercado. A vice-presidente, Viviane Albertini, explica que, quando a taxa de entrega é R$ 3,50, a divisão estabelecida é a de destinar R$ 3,00 para o motoqueiro e o restante é repassado à cooperativa.
Em relação ao tempo de entrega, é evidente que depende do lugar onde ela será feita e do movimento na pizzaria. Porém, André Luís conta que o ideal é não passar de meia hora. “Em dias de muito movimento, a pizza chega entre 40 ou 50 minutos, mas, nos dias normais, o certo é que ela seja entregue ao cliente em 25 ou 30 minutos”.
Segundo ele, as vésperas de feriados são os dias campeões em entregas, com média de 100 a 150 pedidos. Os finais de semana vêm em segundo lugar, com a entrega de aproximadamente 40 ou 50 por dia.
Mas, mesmo com esse alto índice do delivery, a maioria das pizzarias somente faz entrega até a meia-noite. “Não entregamos depois desse horário, pois já houve alguns problemas com assaltos. A pessoa ligava pedindo uma pizza e o troco para R$ 50,00 ou R$ 100,00. Quando os motoqueiros chegavam, na verdade, era assalto”, explica.
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A história
No Brasil, a pizza chegou apenas no século XX, trazida pelas mãos de imigrantes italianos residentes, sobretudo na região do Brás, em São Paulo. Mas no mundo, a história da pizza começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Já outras fontes afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar n Etrútria, na Itália.
Nos primórdios do seu surgimento, as pizzas eram quadradas e dobradas ao meio, tal qual um sanduíche. A primeira versão redonda da massa foi criada apenas em 1889, pelo chefe de cozinha Rafaelle Esposito. Contam os historiadores que a rainha da Itália Margherita de Sabóia estava preparando uma festa em seu palácio para muitos convidados e pediu ao mestre-cuca que preparasse algo especial e ao mesmo tempo prático. Esposito apostou na cobertura queijo, manjericão e tomate – que formam as cores da bandeira italiana – e foi o maior sucesso. Rafaelle acabou dando o nome da rainha ao prato.
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis.
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“Tudo acaba em pizza”
A expressão “acabar em pizza” surgiu no Palmeiras, clube de futebol da Capital paulista, na década de 50. Um dia, houve uma grande discussão entre os diretores do clube. Após a calorosa reunião, sem chegarem a um acordo, todos foram para uma pizzaria e deixaram a confusão para trás.
A explicação foi dada pelo jornalista Eduardo Martins, autor do manual de redação do jornal O Estado de São Paulo. Na política, a expressão é utilizada, com frequência, quando alguma irregularidade não é apurada ou a punição contra alguém é eliminada.