Bairros

Sangue verde, branco e vermelho

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Ele fala alto, gesticula bastante, vibra com as corridas disputadas pela Ferrari e sonha comprar um imóvel na Itália para, sempre que quiser, passar uma temporada no país de origem. O médico Alberto Briani, 52 anos, denuncia suas origens logo no primeiro encontro.

Alberto veio de Veneto, cidade de Padova, na Itália, para o Brasil quando tinha 8 anos. Adotou Bauru como município após concluir a faculdade de medicina. Mas o tempo que ficou longe da Itália só fez reforçar sua paixão pelo país de origem.

“Faço questão de manter as tradições. Com meus pais, só falo em italiano. Também pratico quando estou sozinho, escrevo, leio e, às vezes, até penso em italiano. Não tem como fugir, sou brasileiro por adoção, mas em minhas veias corre sangue verde, branco e vemelho”, conta.

Quando questionado se deixaria o Brasil para morar na Itália, os olhos de Alberto brilham, mas o médico fica em dúvida. Depois de pensar um pouco, diz que sim e justifica a decisão analisando a instabilidade política e financeira do Brasil.

Mas na sequência, muda de ideia. Afirma que não. “No Brasil tem muitos italianos, é fácil manter a cultura. Acho que não conseguiria levar um pedacinho do Brasil para dentro da Itália”, conclui.

Comentários

Comentários