Em assembleia realizada em 6/7/2010, os servidores técnico-administrativos da Unesp câmpus de Bauru deliberaram pela manutenção da greve, considerando que a proposta apresentada pelo reitor, em 5/7/2010, às 18h, não contempla a grande maioria dos servidores. A reunião de negociação realizada entre o reitor Herman e o Sintunesp (sem realização de ato público, por exigência da reitoria), aguardada pelos servidores com grande expectativa de reconhecimento, reafirma a quebra de isonomia entre as categorias (servidores administrativos e servidores docentes) e ainda dentro de cada uma delas, ou seja, entre os próprios servidores técnico-administrativos, sendo que a proposta apresentada contempla menos de 10% dos mesmos.
Proposta da Reitoria - 1.º Plano odontológico familiar, nos moldes do Unesp-Saúde (subsidiado pelos próprios servidores); 2º Precatórios, pagamento do valor aproximado de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); obrigação esta que não atinge a totalidade de servidores, visto que receberá precatórios apenas os que ganharam ações judiciais. Tal obrigação nada tem haver com a reivindicação salarial, e sim com a pauta específica (obrigação constitucional), poiss existem precatórios vencidos a mais de 10 anos ainda não quitados;3º Alteração do piso salarial igualando-o aos dos trabalhadores da USP e Unicamp, a alteração nos moldes proposto pelo Reitor Herman, atinge apenas os servidores em início de carreira / recém contratados (referência “9”) o que contemplaria menos de 10% dos servidores;4º Projeto de Reestruturação da Carreira, “promessa” de envio de projeto ao CADE - Consenho de Administração e Desenvolvimento, em data não definida.
É sabido que quando a Reitoria não tem interesse em levar adiante os projetos ela “empurra” aos colegiados para discussão; 5º Aumento do teto máximo para recebimento do Vale Alimentação, de R$ 5.504,00 para R$ 6.116,00, beneficiando quantidade ínfima de servidores. Contraproposta do Sintunesp - O Sintunesp insistiu na proposta de contemplar todos os servidores ativos e inativos com uma referência em seus salários, ou seja, 5%. (contraproposta rejeitada pelo reitor Herman).
A categoria dos servidores técnico-administrativos da Unesp quer apenas o reestabelecimento da isonomia salarial, tratamento igual entre servidores e professores, quebrada em abril de 2010 com o aumento salarial diferenciado de 5,96%.
Fernando Rodrigues Malini - servidor técnico administrativo em greve