Internacional

Ao menos 73 cubanos deverão chegar ainda hoje a Madri


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Madri - De acordo com a chancelaria espanhola, o governo aguarda a chegada de ao menos 11 presos políticos e 62 familiares hoje a Madri, em dois voos comerciais das companhias aéreas Iberia e Air Europa.

“Creio que segundo as última informações serão 11 presos políticos cubanos, com seus familiares. O número de familiares até o presente momento não sabemos, mas estará em torno de 62 e 65”, declarou o chanceler Miguel Angel Moratinos.

Os 11 dissidentes integram um grupo de 52 presos que devem ser liberados nos próximos meses.

Anteriormente, a Igreja Católica cubana havia divulgado uma lista maior, com 17 nomes.

Apesar da confirmação do chanceler espanhol sobre os 11 dissidentes, o Arcebispado de Havana tinha anunciado no sábado que seriam 17 os libertados “em breve”, rumo à Espanha.

Além de Milán, García Paneque e Pacheco, irão para a Espanha também Antonio Villarreal, Léster González, Ricardo González, Normando Hernández, Omar Ruíz, Julio César Gálvez, Mijail Bárzaga, Arturo Pérez, Jorge Luis González, Manuel Ubals, Alfredo Pulido, Blas Reyes, Ricardo Enrique Silva e José Izquierdo.

As informações desencontradas indicam que o número final dos presos que devem chegar à Espanha nesta terça-feira ainda pode ser alterado. Estima-se que o voo da Air Europa chegue à capital espanhola às 13h locais e o da Ibéria às 14h locais.

As autoridades cubanas começaram no último sábado passado a libertar este primeiro grupo de presos políticos, que devem partir com suas famílias para a Espanha, naquele que é considerado um marco do acordo de libertação obtido com mediação da Igreja Católica.

Os presos de vários locais da ilha de Fidel Castro já foram levados a Combinado del Este, em Havana, para exames médicos e dos trâmites migratórios.

Fidel

O líder cubano Fidel Castro apareceu ontem com boa aparência em uma entrevista gravada para um programa da TV local, em seu primeiro vídeo divulgado em um ano. A entrevista foi retransmitida pela rede americana CNN.

Fidel falou sobre assuntos internacionais. Ele acusou os EUA de terem causado o afundamento do navio sul-coreano Cheonan, mas de não quererem assumir a responsabilidade e estarem jogando a culpa para a Coreia do Norte.

Fidel, de 83 anos, governou Cuba por 49 anos antes de ceder o poder provisoriamente ao seu irmão Raúl Castro. Citando sua idade e a doença, ele renunciou oficialmente em fevereiro de 2008 e Raul, 79 anos, foi eleito presidente da Assembleia Nacional.

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