Economia & Negócios

Bovespa sobe menos que Nova York por cautela com China; dólar vai a R$ 1,753


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A bolsa brasileira trabalhou no positivo durante toda a sessão, mas em valorização mais modesta do que as vistas em Nova York e na Europa - em Wall Street as altas superaram 1,4% e na Europa ficaram em torno de 2%. As bolsas estrangeiras se animaram com o balanço positivo da Alcoa divulgado no fim da tarde de ontem nos EUA e a projeção da empresa de que o consumo do alumínio crescerá 12% este ano, acima da previsão anterior de 10%. Também há otimismo em relação aos resultados corporativos que saem ainda ontem e nos próximos dias nos EUA. Nesse ambiente, perderam importância o rebaixamento da dívida de Portugal pela Moody’s , a queda do índice de confiança alemão para o nível de 21,2 pontos (pior do que as previsões de 26 pontos) e o déficit comercial americano em maio acima do previsto - o resultado de US$ 42,27 bilhões superou as projeções de US$ 38,9 bilhões.

O Ibovespa, porém, minimizou os fatores positivos externos e deu peso para notícias chinesas. Uma delas, a de que o governo chinês não abrirá mão de controlar o aquecido mercado imobiliário. Para Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, “a Bovespa manteve preocupação com a bateria de dados econômicos chineses que saem na noite de quarta-feira, com impacto nos mercados na quinta”. Qualquer sinal de retração na China que esses indicadores possam revelar implica redução do consumo de commodities e vulnerabilidade para ações de empresas do segmento, como Petrobras e Vale, e também de siderúrgicas.

O Ibovespa subiu 1,15%, aos 63.685,56 pontos. Influenciado pela China, o Ibovespa viu suas ações de empresas ligadas a commodities patinarem abaixo do índice. Petrobras PN subiu 0,26%, para R$ 27,30, enquanto o papel ON caiu 0,89%, para R$ 31,19 e figurou entre as maiores quedas do Ibovespa. Vale PNA valorizou-se 0,57%, para R$ 38,55, e a ação ON ganhou 0,18%, cotada a R$ 44,16.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,61%

Ganho líquido/30 dias: 0,70%

Pela taxa média de 10,61% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,49% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,57%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 1,15%

Volume: R$ 5,56 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma alta de 1,15%, aos 63.685,56 pontos e com um volume financeiro de R$ 5,56 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,44% e o índice Nasdaq terminou o dia com uma valorização de 1,99%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 72,00

Variação: alta de 0,70%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado a R$ 72,00, com uma valorização de 0,70% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,211,90, apresentando alta de 1,04% às 18h03 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,753

Variação: baixa de 0,68%

O dólar comercial encerrou a terça-feira com uma desvalorização de 0,68%, valendo R$ 1,752 na compra e R$ 1,753 na venda. O dólar paralelo recuou 0,51%, negociado a R$ 1,830 para a compra e a R$ 1,960 para a venda. O dólar turismo sofreu uma baixa de 0,37%, cotado a R$ 1,750 na compra e a R$ 1,863 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em agosto fecharam a R$ 1,761,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda de 0,31% às 17h58. O Índice Bovespa Futuro subiu 0,84% aos 64.100, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,25% e 11,77%, respectivamente.

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