Brasília - Interessados em angariar votos em seus Estados, deputados e senadores vão diminuir o ritmo de trabalho no período eleitoral e restringir as votações em plenário a seis dias, entre agosto e outubro, no chamado “recesso branco” do Legislativo.
Apesar de voltarem às bases para fazer campanha, os parlamentares receberão normalmente os salários de R$ 16.512 mensais.
Também mantêm o chamado “cotão”, que envolve gastos com passagens aéreas, correios e outras despesas. O benefício varia de R$ 23.000 a R$ 34.258 por mês, de acordo com cada Estado.
Os senadores, por sua vez, também não perdem o direito à verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para gastos em suas bases eleitorais.
Só não ganha vencimentos e benefícios quem pediu licença. É o caso de Indio da Costa (DEM-RJ), vice na chapa de José Serra (PSDB) ao Planalto, e da senadora Marina Silva (PV-AC), que disputa a Presidência.
Foram marcadas sessões nas duas Casas em 3, 4, 5 e 31 de agosto e 1º e 2 de setembro. O Senado negociou com a Câmara para evitar que medidas provisórias percam a validade se não forem analisadas no início de agosto.
Os congressistas poderão ir às Casas para debates e reuniões das comissões. A avaliação geral, porém, é que o quorum durante o recesso branco deve ser baixo.