Nova York - Desaparecido há mais de um ano, o cientista iraniano Shahram Amiri, 32 anos, reapareceu ontem, em Washington, afirmando ter sido sequestrado pelos americanos e pedindo para voltar a seu país.
O sumiço de Amiri foi constatado em maio de 2009, quando fazia peregrinação a Meca, na Arábia Saudita. Para Teerã, ele foi sequestrado e levado aos EUA pela CIA (serviço de inteligência do país). Ontem, o Paquistão anunciou que o cientista está em sua embaixada em Washington, onde há seção de representação do Irã nos EUA.
Washington negou ser responsável pelo desaparecimento de Amiri, mas não disse como ele entrou no país.
A secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que ele “está nos EUA por vontade própria e é livre para sair”.
Já Mostafa Rahmani, chefe da seção do Irã na embaixada, disse à TV oficial iraniana que o cientista chegou com oficiais de inteligência americanos anteontem à noite. Segundo ele, a embaixada tenta mandá-lo de volta ao país via Turquia, mas Amiri ainda está sem passaporte.
Para Teerã, o interesse dos EUA em Amiri está no fato de que o cientista costumava trabalhar para a Organização de Energia Atômica do Irã. O seu sequestro, portanto, seria tentativa de obter informações sobre o seu programa nuclear, acusado pelos EUA de ter finalidade militar. Os EUA afirmam que o cientista escolheu abandonar o seu país e que as suas ações foram motivadas por medo e pelo desejo de proteger a sua família no Irã.