Polícia

DIG captura 3 suspeitos de homicídio

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru identificou e capturou, ontem, três homens acusados de assassinar o caseiro Luiz dos Santos, 53 anos, encontrado morto dentro de sua residência, na Vila São Francisco, no último dia 16 de junho. Rogério Brito Silva, 23 anos, Wendel Rodrigues da Silva, 27 anos, conhecido como “Bem-te-vi”, e Rodolfo Almeida de Oliveira, 25 anos, conhecido como “Pacotão”, tiveram a prisão temporária decretada e foram encaminhados à Cadeia Pública de Duartina.

A identificação dos autores, segundo o delegado da equipe de homicídios da DIG, Paulo Calil, só foi possível porque o filho da vítima, Makson Jonas Aparecido dos Santos, 30 anos, presenciou o homicídio e conhecia os três homens. Na ocasião do crime, o rapaz também foi agredido pelos assassinos de seu pai e teve uma perna e um braço fraturados. “Ele foi ouvido pela DIG ainda no hospital e relatou que os autores eram Rogério, Bem-te-vi e Pacotão. Depois de uma série de investigações, conseguimos localizá-los.”

Calil explica que o caseiro foi morto depois de tentar defender o filho, que é usuário de drogas. Os três acusados teriam relações com o tráfico de entorpecentes e foram à residência da vítima, na quadra 1 da rua João Urias Batista, para cobrar uma dívida. Makson teria se armado com um cabo de enxada, o que gerou o início de uma briga. Durante a luta corporal, Rogério teria se apoderado da ferramenta e, quando Luiz interveio, acabou por espancá-lo até a morte, além de ferir Makson com gravidade.

Na manhã de ontem, equipes da DIG foram à casa dos três suspeitos com mandados de busca para apreender uma máquina fotográfica que teria sido levada por Rogério como pagamento do débito. O equipamento foi localizado na casa dele, na Vila Independência. “Mas ele disse que a máquina era da esposa dele e que teria sido roubada por Makson”, pontua Calil.

Na residência de Wendel foi encontrado um tablete de 13 gramas de maconha e, por esse motivo, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Rogério respondia a processo em liberdade pelo homicídio de Gildásio Bispo da Costa, 31 anos, morto a tiros em agosto de 2007, no Parque das Nações.

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