Regional

Caso do pai de santo: polícia espera autorização para DNA

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – A polícia de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) aguarda autorização da Justiça para submeter a exame de DNA o menino de um ano e meio de idade, filho da jovem de 19 anos suspeita de ter sido abusada sexualmente pelo próprio pai, um pai de santo, com suposta conivência da mãe. Somente o resultado do teste poderá apontar se ele é o pai da criança. O pai de santo também é suspeito de abusar sexualmente de outra filha, de apenas 13 anos de idade.

Desde a manhã de anteontem, João Floriano de Oliveira, 39 anos, e sua esposa Sebastiana de Fátima de Oliveira, 54 anos, estão presos temporariamente, por 30 dias, em atendimento a pedido feito pela titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Simone Alves Firmino.

De acordo com relato da filha mais velha, o pai alegava que agia sob a influência de um guia espiritual chamado “Zé Pilintra” para praticar os abusos na própria residência da família. No local, também funciona um terreiro de umbanda.

As denúncias de abusos sexuais envolvendo o pai de santo teriam começado em 2007, quando a filha mais velha tinha apenas 16 anos. Na época, um inquérito foi instaurado e remetido ao Fórum, mas ainda não há sentença. Há cerca de um mês, a DDM passou a receber novas denúncias de familiares relatando abusos agora também contra a filha mais nova.

Com base nas acusações e depoimentos de testemunhas, a delegada pediu e a justiça concedeu a prisão temporária do casal, que nega os fatos. Segundo a polícia, eles devem permanecer presos até conclusão do inquérito.

Ontem, o presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo ‘Reino de Oxalá’, Ricardo Barreira, encaminhou nota ao Jornal da Cidade esclarecendo que o fato registrado em Botucatu não está relacionado à umbanda e às posturas de um sacerdote e de entidade espiritual trabalhadora nas orlas umbandistas (Zé Pelintra).

Barreira afirma que, caso as acusações se comprovem, também ficará provado que Oliveira utilizava-se da religião, da entidade espiritual e do título de pai de santo para “dar vazão aos seus mais sombrios desequilíbrios”. Ele afirma ainda que tanto o acusado quanto o templo citado são totalmente estranhos à Federação Reino de Oxalá, atuando de forma clandestina.A entidade se compromete ainda a apurar os fatos e não permitir que a imagem da umbanda seja maculada por desvios de condutas individuais e distorção de interpretações.

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