Pesca & Lazer

História de Pescador: Pescaria na praia


| Tempo de leitura: 2 min

No ano de 1992, eu fui passar uma temporada na praia de Peruíbe com a família, e aproveitei para levar na bagagem a traía de pescaria, porque eu queria aprender como era uma pescaria na praia.

Convidei um sobrinho neto que estava passando as férias por lá para a dita pescaria - é que ele conhecia bem o macete de uma pescaria na praia. Primeiro, começamos a arrumar as iscas e me ensinou como se arranca as iscas na praia, que é um tal de corrupto, o nome que davam para as iscas. “Corruptos porque haviam muitos, igual ao nosso Congresso.”

Era preciso uma bomba de sucção para arrancar os ditos cujos da areia da praia, e quando se via um furinho na areia podia enfiar a bomba e puxar que vinha um bom punhado de iscas, que era uma tal de minhoca branca. E para iscar as ditas no anzol tinha um segredo, que era preciso de um fio de arame bem fino de cobre para amarrar no anzol para não cair fora na hora de arremessas o molinete, e a chumbada era igual uma pirâmide para ela fincar no fundo do mar.

E tinha o problema com as ondas do mar. A gente tinha que avançar pela praia até a cintura para arremessar o molinete - era difícil para se firmar e ficar de pé.

A traía que eu levei não era apropriada para a dita pescaria, era preciso uma vara de um metro maior e uma boa carretilha para o arremesso ir bem mais longe, mas assim mesmo eu fisguei uns peixes pequenos que deram pro gasto, mas que não compensou o esforço. Valeu porque eu aprendi alguns dos macetes de uma pescaria na praia.

Eu fiquei de voltar com uma traía melhor, mas ficou só na vontade porque até hoje não houve outra vez, ficou só uma boa recordação. E continuo a pescar por aqui mesmo, sem a praia.

Florindo Martins é pescador e contador de histórias.

Comentários

Comentários