Na manhã de ontem, a Polícia Federal (PF) de Varginha (MG), realizou a Operação Keno, que teve desencadeamento em Bauru com a prisão de um homem. O departamento mineiro fechou um cassino e desmantelou a quadrilha que administrava o local, incluindo um bauruense que prestava suporte logístico ao grupo. A PF não informou o nome do indiciado, afirmando apenas que ele seria interrogado e encaminhado ao presídio da cidade.
De acordo com o delegado da PF de Varginha, João Carlos Girotto, responsável pelo caso, o averiguado que foi preso em Bauru oferecia o serviço de suporte logístico ao grupo criminoso que atuava na exploração de jogos no cassino. “Suporte logístico é o fornecimento de máquinas, peças, assistência técnica e leitura de máquinas”, explicou Girotto.
A Operação Keno teve o objetivo de fechar um cassino clandestino que funcionava no Guarany Country Hotel Fazenda, um luxuoso empreendimento localizado na cidade de Monte Sião, Sul de Minas Gerais. Juntamente à interdição do local de apostas, a PF de Varginha desmantelou uma quadrilha voltada à exploração de sofisticados jogos de azar, receptação de equipamentos de jogos e lavagem de dinheiro, cumprindo um total de 15 mandados de prisão temporária, 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias.
No total, foram apreendidas 80 máquinas de jogos e montante em dinheiro no valor de R$ 35 mil, além de computadores e documentos comprobatórios dos crimes investigados. Ademais, por força de dispositivo legal, foram apreendidos o mobiliário e os objetos de decoração presentes no cassino na cidade de Monte Sião.
O estabelecimento era uma área restrita, permitida apenas a entrada de pessoas conhecidas, ou por elas indicadas, e clientes com senhas. A movimentação financeira do local girava em torno de R$ 500 mil por mês e as ações da PF foram coordenadas na cidade onde o cassino clandestino operava e também nas paulistas Águas de Lindoia, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Serra Negra, Rio Claro, Campinas e Bauru, assim como na própria Capital paulista.
Além destes indiciados diretamente envolvidos com o funcionamento do cassino em Monte Sião, dois policiais civis e um agente penitenciário também foram presos por suspeita de participação através da proteção à continuidade da atividade ilícita.
Os presos e todo o material apreendido foram levados para a Delegacia de Polícia Federal em Varginha.