Bairros

Homem é baleado em tentativa de roubo

Mariana Cerigatto e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

A onda de crimes violentos em Bauru fez mais uma vítima na noite de anteontem. Quatro homens encapuzados, dois deles armados com uma garrucha e um revólver, invadiram uma residência na Vila Industrial e balearam o proprietário, o gerente de vendas Luiz Henrique Francisco Antônio, 50 anos. Dois dos assaltantes, Luiz Gustavo de Assis, 20 anos, e Thiago Henrique Murarotto, 21 anos, foram presos logo após o crime.

De acordo com a Polícia Militar (PM), Luiz Henrique e seu filho, Fábio Luiz Francisco Antônio, 24 anos, estavam em casa, na quadra 18 da rua Wenceslau Braz, quando, por volta das 23h, decidiram guardar os dois carros da família, que estavam estacionados na rua. Enquanto manobravam os veículos na garagem, foram surpreendidos pelos quatro assaltantes, que anunciaram o roubo.

A esposa de Luiz Henrique, a dona de casa Marilene Fátima da Silva Francisco Antônio, 55 anos, aguardava o marido e o filho na porta e, ao perceber o assalto, trancou-se dentro de casa, onde também estavam outro filho, a nora e a sogra dela.

“Eu vi quando um deles segurou o portão e meu marido perguntou: ‘Que brincadeira é essa, cara?’. E o rapaz respondeu: ‘Não reage que é um assalto’. Nessa hora, meu marido olhou para mim, como que dizendo para eu fechar a porta. Foi isso que eu entendi pelo olhar dele e foi isso que eu fiz”, relembra, ainda bastante abalada.

Do lado de fora, o quarteto exigiu a carteira e o aparelho celular do gerente de vendas, que reagiu e acabou sendo baleado por um dos assaltantes na região entre o tórax e o abdome. Após o disparo, os ladrões resolveram fugir sem levar nada, mas um dos rapazes foi detido por Fábio - que também havia ficado na garagem - até que a polícia chegasse.

“Foi tudo muito rápido. Eu estava ligando para a polícia e ouvi o disparo, aí pensei que eles (os assaltantes) iam matar todo mundo. Mas eles fugiram e meu filho, que é grande, conseguiu segurar um deles no chão, entre os carros. A polícia chegou em poucos minutos”, relata Marilene.

Prisão

Luiz Gustavo foi preso em flagrante com a chegada da viatura policial. Neste momento, seu celular tocou, apontando o chamado de Thiago no visor do aparelho. O comparsa foi localizado em sua residência, na Pousada da Esperança, bairro onde também morava Luiz Gustavo.

Ambos foram autuados em flagrante no Plantão Policial e encaminhados, ainda ontem, à Cadeia Pública de Duartina. Luiz Gustavo já havia cumprido pena por furto e estava em liberdade há cerca de um mês. A polícia ainda não conseguiu localizar os outros dois ladrões integrantes do quarteto, que estariam também com as armas utilizadas na tentativa de roubo.

O proprietário da residência, Luiz Henrique, foi atendido por uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros e conduzido à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, onde era mantido em coma induzido até o fechamento desta edição. Segundo informações da família, ele permanecerá sedado até o final da noite de hoje e, somente depois deste prazo, os médicos irão avaliar a possibilidade de retirar a bala alojada em seu corpo.

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Para vítima, arma seria de brinquedo

Segundo a esposa de Luiz Henrique Francisco Antônio, 50 anos, a dona de casa Marilene Fátima da Silva Francisco Antônio, 55 anos, o marido dela reagiu ao assalto porque acreditou que a arma que um dos assaltantes apontava para ele seria de brinquedo.

“Ele (Luiz Henrique) chegou a dizer para o ladrão: ‘Essa arma é de brinquedo’ e tentou tomar o revólver da mão dele. Nessa hora, conforme contou o meu filho, o outro ladrão que também estava armado atirou”, comenta.

Antes do disparo, já trancados dentro da casa, ela, outro filho, a nora e a sogra entraram em desespero. “Eu saí correndo, pulei o muro e caí no quintal da casa vizinha. Meu filho subiu no telhado com o celular para chamar a polícia. Eu deitei no chão, na lavanderia da vizinha, e liguei para a polícia também”, relembra.

Depois que o tiro atingiu Luiz Henrique, o filho que estava com ele, Fábio Luiz Francisco Antônio, 24 anos, pediu socorro à família, pedindo para que abrissem a porta, enquanto segurava o único dos ladrões que não conseguiu fugir.

“Meu marido estava caído no chão e meu filho achou que o tiro tinha sido só de raspão. Mas a bala atingiu o estômago, o pulmão e se alojou próximo à coluna.

Ainda não sei como será a recuperação dele, mas afetou bastante os órgãos dele, ele está entubado e bastante inchado. Agora, só nos resta esperar”, lamenta.

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