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Justiça analisa habeas corpus de Bruno

Folhapress
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São Paulo - O Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG) recebeu pedidos de habeas corpus para o goleiro Bruno Fernandes e para mais seis acusados de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. O atleta teve duas solicitações: uma do defensor Frederico Franco e outra dos advogados Ércio Quaresma e Claudineia Carla Calabunde. O jogador está preso temporariamente.

A equipe de investigação contratada pela defesa do goleiro Bruno Fernandes, suspenso do Flamengo, está investigando uma denúncia de que os documentos de Eliza podem ter sido usados em compras realizadas no Rio após da data do seu desaparecimento. A jovem foi vista pela última vez no início de junho.

A denúncia aponta que o CPF de Eliza foi usado em compras feitas em uma livraria, floricultura e em um bar do Rio, entre os dias 10 e 12 de junho. Ainda não há informações de como foram feitos esses pagamentos. A equipe contratada pela defesa recebeu a informação ontem.

Ontem, a juíza Marixa Lopes, do Tribunal do Júri de Contagem (MG), autorizou a quebra do sigilo telefônico do goleiro e de outros quatro suspeitos de estarem envolvidos no desaparecimento da jovem. São eles, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Flávio Caetano de Araújo e do adolescente de 17 anos (primo de Bruno).

A delegada da Divisão de Homicídios de Minas Gerais, Alessandra Wilke, informou ontem que vai intimar para depor Fernanda Gomes de Castro, suposta amante do goleiro Bruno. A jovem foi citada pelo adolescente envolvido no desaparecimento. Ele contou anteontem que uma mulher loira cuidou do filho de Eliza no Rio de Janeiro, antes de a vítima ser levada para Minas Gerais, mas não citou o nome da mulher.

Como as características físicas são parecidas e Bruno foi visto saindo de sua casa com o carro de Fernanda, a polícia irá investigar seu suposto envolvimento no caso. Além disso, a polícia encontrou fotos dela ao lado de Bruno, no sítio do goleiro.

O material recolhido no sítio do atleta - fios de cabelo, vestígios de sangue, restos queimados de roupas femininas e fraldas - seguiu para exames de DNA ontem.

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