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Morre Geraldo Ferreira, da Beneficência

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O atual diretor e ex-presidente da Sociedade Beneficente Portuguesa de Bauru, Geraldo Ferreira, faleceu por volta de 0h de ontem no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. De acordo com familiares, ele gozava de boa saúde quando, há cerca de dois meses, precisou trocar uma antiga válvula do coração que sofreu desgaste natural. Após complicações dessa cirurgia, Geraldo ficou em estado de coma por 51 dias e não se recuperou.

Ele nasceu e foi criado em Bauru. Segundo o amigo Júlio Pinheiro, com apenas 7 anos ele se tornou sócio da entidade. “Ele foi o sócio mais jovem que nós tivemos e também o que mais tinha amor pela associação. Era um amor muito grande”, afirmou.

Pinheiro, que também foi presidente da sociedade, explicou que para fazer parte do corpo de funcionários da instituição era necessário ser convidado. “O Geraldo iniciou como sócio e depois passou a secretário. Ele era muito organizado”.

Casou-se com Elza Garcia Ferreira e tiveram dois filhos: Geraldo Ferreira Júnior e Ana Cristina Ferreira. Mais tarde vieram os quatro netos para completar a sua paixão maior, que era a família. “Ele adorava ficar com os netos. Sua paixão era a família. Foi um excelente avô”, relatou o filho Geraldo Ferreira Júnior.

Corintiano roxo, quando preenchia os cheques para pagar os funcionários, carimbava um emblema do time do coração. Mas e os que torciam para outros times? O sobrinho Basílio Ferreira Filho conta que a família toda escolheu o Corinthians como time do coração. “A família toda era corintiana, então, todos assinavam embaixo”, respondeu, com um sorriso saudosista. Para Basílio, Geraldo Ferreira se definia em uma excelente pessoa que exercia uma posição de liderança harmoniosa na família. “Ele sempre estava feliz e prezava pela felicidade e união da família”, acrescentou.

Frustração

Ao ser questionado pela equipe de reportagem sobre algum fato curioso que tenha marcado a vida do ex-presidente, Basílio lembrou-se da vontade que Geraldo demonstrou de participar de uma loja maçônica. O fato aconteceu há aproximadamente dois anos, quando seu irmão mais velho, Augusto Ferreira Júnior, faleceu.

“Foi uma situação muito interessante. Aqui mesmo nesse velório ele me disse que tinha uma enorme vontade de participar de uma loja maçônica. Então, eu acho que deve ter sido uma frustração ele não ter conseguido realizar esse sonho”, relatou Basílio.

Júlio Pinheiro Júnior, amigo de Geraldo há quase 20 anos, presenciou de perto seu trabalho na associação. “O Geraldo é considerado um arquivo vivo e lembra com fidelidade todos os acontecimentos e datas precisas que envolvam a associação”. O amigo ainda ressalta que o atual diretor gostava também de ser o mestre de cerimônia nas ocasiões especiais da associação. “Ele será nosso eterno mestre de cerimônia. Ele gostava de coordenar tudo. Antes da cirurgia participou conosco do evento de comemoração de 96 anos da associação, que aconteceu no mês de junho”, lembrou.

A cirurgia, programada dias depois, fez com que Geraldo Ferreira se deslocasse até São Paulo para fazer a troca de uma válvula no coração. O aparelho apresentou desgaste natural e precisava ser substituído. De acordo com familiares, Geraldo gozava de boa saúde.

Mas a operação, apesar de concluída com sucesso, gerou complicações no momento da recuperação. Geraldo teve uma parada cardiorrespiratória e entrou em coma. “Eu acredito que ele foi um vencedor por ter conseguido ficar ainda 51 dias em coma”, definiu Basílio Ferreira Filho.

Por volta de 0h de ontem ele faleceu. O corpo foi trazido para Bauru para ser velado no Salão Nobre 1 do Centro Velatório Terra Branca, que fica na rua Gerson França, 5-55, Centro. O velório de Geraldo Ferreira permanecerá até a manhã de hoje, quando às 10h o corpo deve seguir para ser enterrado no Cemitério da Saudade.

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