Política

Paulo Martins é nome do PSTU para Câmara

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Há quase 25 anos militando no Sindicato dos Bancários, Paulo Sérgio Martins é o candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) de Bauru para a Câmara dos Deputados de Brasília (DF). Entre suas propostas estão a reforma agrária, suspensão de pagamento das dívidas externa e interna, além da defesa dos direitos dos trabalhadores.

O Jornal da Cidade recebeu o bancário na última quinta-feira, no espaço Café com Política, encerrando a série de entrevistas com os candidatos de Bauru para as eleições de 2010.

Paulo já foi disputou eleições para o Legislativo de Bauru em 2000 e também foi o candidato a vice-prefeito na chapa Frente de Esquerda Socialista, que teve a professora Márcia Camargo como postulante à prefeitura. Para o bancário, seu nome surgiu dentro do partido como candidato a deputado federal, por atuar ativamente na militância da legenda.

“O PSTU não é um partido de aluguel. Por isso, observa bastante como o militante atua, como representa a legenda em sindicatos, movimentos sociais”, ressalta. Ele também explicou que é importante para o PSTU ter um nome na cidade. “Para o partido, a regional de Bauru é um polo importante, por isso foi debatido que deveríamos ter um candidato”, explica.

O bancário explica que a campanha será focada nos movimentos populares, de trabalhadores e estudantil. “Será uma mobilização bem classista. Vamos debater com o movimento sem-terra, sem teto, vamos às portas de fábricas, levando o programa socialista, diferente do que se tem apresentado”, observa.

“Bauru não precisa de mais paliativos, precisa de solução”, afirma. Ele ressalta que o papel do deputado federal não é fazer lobby em Brasília. “Queremos buscar seriedade com o dinheiro público”, ressalta. Para isso, Paulo destaca que a campanha do PSTU será de “corpo a corpo”.

“O objetivo é atingir o maior número possível de pessoas com a mensagem socialista. Temos de politizar a campanha”, defende.

Propostas

Martins explica que o PSTU ainda não finalizou a elaboração de seu programa de governo, porém, afirmou que o aumento de repasse para a saúde é uma das metas da legenda. Para conseguir esse acréscimo, Paulo observa que será necessário enfrentar interesses econômicos. “Como se aumenta repasse para a saúde? Tirando dinheiro que o governo investe em banqueiros”, pontua.

A reforma agrária é outra meta do PSTU. “Atualmente, quem faz a luta no campo é criminalizado. São chamados de invasores quando ocupam áreas da união que são destinadas à reforma agrária”, observa.

De acordo com Martins, a estatização do sistema financeiro e a reversão das privatizações já feitas também são defendidas pela legenda. “No Banespa, dos 23 mil bancários, apenas 3 mil foram contratados pelo banco que o comprou. Foi uma ação que mexeu com milhares de famílias”, lembra.

“E o mesmo deverá acontecer com a Nossa Caixa, que foi vendida para o Banco do Brasil. Vão demitir com certeza. Já estão aposentando alguns bancários”, critica.

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