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Adereço de candomblé é barrado no TRE-BA

Folhapress
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Salvador - Um filá, uma espécie de chapéu usada por sacerdotes e seguidores do orixá Obaluiaê, do candomblé, foi o motivo de uma polêmica envolvendo, no mesmo tabuleiro, um candidato a deputado federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia e acusações de discriminação racial e religiosa. A assessoria do TRE-BA disse que ocorreu um “mal-entendido”.

Por trajar o adereço, o candidato Eniédson Ferreira dos Santos, 42 anos, do PRP, foi barrado em 30 de junho por seguranças do tribunal ao tentar fazer uma consulta sobre a prestação de contas da campanha. “Os agentes disseram que eu não podia entrar no prédio porque eu estava com o filá. Sou negro e já senti o preconceito na pele. A Justiça, que deveria coibir a discriminação, me discriminou. Me visto assim pela minha religião”, disse o candidato, adepto do candomblé.

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