São 23h do dia 17/07/2010. E no momento que escrevo esse e-mail uma pessoa está sendo socorrida pelo Resgate na esquina da rua Araújo Leite com a João Abo Arrage. É o terceiro acidente está semana, ou melhor, de ontem pra hoje! Não vou fazer aqui uma retrospectiva de todos que vi ao longo desses cinco anos, que resido na proximidade, seria impossível, eles são semanais e, observando as “estatísticas” dessa semana, começo a achar que estão se tornando diários. Preocupante!
Falta de visão, excesso de velocidade, fluxo intenso de veículos, má sinalização, amplitude da via e, claro, a imprudência, são fatores infalíveis para que os acidentes aconteçam durante a semana, por ser um corredor comercial; nos finais de semana, por ser acesso as casas noturnas da região.
Felizmente, nenhum foi fatal, mas até quando teremos essa “sorte”? Pela constância das motos envolvidas, acredito que em breve não poderei mais dizer isso. O jovem motoqueiro de hoje sangrava muito, a garota do carro também... Nas madrugadas de sábado, a rua Araújo Leite tornou-se “pista de corrida”. Jovens, com suas possantes camionetes e carros importados, tiram rachas ao longo da via ou fazem curvas dignas de “James Bond”, colocando em risco pessoas, carros e até os imóveis da região, como aconteceu há alguns meses atrás, quando um carro, ao fazer a curva da Araújo sentido Abo Arrage, chocou-se com o portão de uma residência no meio da quadra. Causa? Alta velocidade e embriaguês.
A incidência das ocorrências são altíssimas, certamente os registros da policia comprovam o fato. Onde estão as autoridades responsáveis, os engenheiros de trafego e a Emdurb? Onde estão as providencias? Não podem agir de maneira preventiva, antes que a fatalidade aconteça? Precisa morrer alguém? Um semáforo custa mais que uma vida? Acredito que não.
Nádia Tayar Marinho