O vereador José Roberto Segalla comentou com o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, ontem, em visita deste à Câmara, a história de uma pessoa que trabalha com sua família para ilustrar a preocupação com a inclusão, no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), de punição a pais que enfrentam problemas na educação de seus filhos.
O demista falou sobre uma mulher que teve de ir até a casa de um vizinho e, neste tempo, pediu para a filha de 7 anos recolher a roupa que tinha jogado no chão após voltar da escola e dar uma ajeitada no lençol da cama.
Quando voltou, a mãe foi surpreendida com uma denúncia ao 190. A filha tinha ligado para dizer à polícia que a mãe lhe impusera obrigação de trabalhar. O caso, garante Segalla, é real.
O ministro argumentou que a proposta em discussão em Brasília (DF) é para tipificar, no ECA, apenas casos de agressão grave, como espancamentos.
Contada porNélson Gonçalves