Nova York - A estrutura de inteligência dos EUA cresceu tanto após os ataques de 11 de setembro de 2001 que nem o governo sabe ao certo quanto custa, quantas pessoas emprega ou quantas agências trabalham na mesma investigação.
De acordo com série de reportagens do “Washington Post” que começou a ser publicada ontem, o serviço secreto é atualmente tão complexo, “após nove anos de gastos sem precedentes”, que saiu do controle da Casa Branca.
O secretário da Defesa, Robert Gates, disse ser um desafio acompanhar as investigações, mas disse que o sistema não é grande demais para ser administrado. Gates admitiu, porém, ter chegado o momento de avaliar os excessos.
Segundo o jornal, 1.271 organizações do governo e 1.931 empresas privadas estão envolvidas em projetos de contraterrorismo, segurança nacional e inteligência. No FBI (polícia federal), as 35 unidades de combate ao terrorismo do fim de 2001 aumentaram para 106.
O orçamento dos EUA para a inteligência está em US$ 75 bilhões, duas vezes e meia o que era nove anos atrás. O diretor interino de inteligência, David Gompert, disse que “a reportagem não reflete a comunidade de inteligência que conhecemos”.
“Trabalhamos para reduzir ineficiências e redundâncias, ao mesmo tempo em que preservamos uma sobreposição entre agências para fortalecer análises, desafiar o pensamento convencional e eliminar pontos falhos.’’