Bairros

Prevenção é 90% da segurança pessoal

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 4 min

Hoje em dia a criminalidade parece estar em todo lugar. Notícias de pessoas assaltadas em suas residências, ao sair do trabalho, quando faziam compras e em diversos outros locais são comuns e parecem nem alarmar mais a população. Pensando nisso, a Polícia Militar (PM) de Bauru lançou uma série de dicas para a prevenção desses crimes.

De acordo com a PM, quando se trata de criminalidade, 90% da segurança das pessoas dependem de como elas se previnem. Já 5% são em relação ao modo em que elas agem em uma abordagem e os outros 5% ficam reservados à sorte.

O comandante do Pelotão da Força Tática da PM, tenente Gustavo Cardoso Xavier, explica que a grande maioria dos roubos e furtos não ocorreria se a pessoa tivesse tomado certos cuidados. “Um marginal quer sempre facilidades. Ele prefere a vítima mais distraída e que não se cuida. Ele não quer ser pego e nem descoberto, então, ele dificilmente vai atrás daquela pessoa que apresenta maiores riscos a ele”, frisa.

Segundo o tenente, a pessoa deve manter a atenção ao seu redor, não carregar objetos de valor, manter bolsas e mochilas sempre à frente do corpo e, se notar algo suspeito, dirigir-se a lugares movimentados e ligar para o 190.

O tenente explica que Bauru não tem um perfil de crimes definido. O que ocorre são determinadas ondas em períodos diferentes. “Temos grupos que agem na cidade. E eles agem com frequência. Por exemplo: determinadas pessoas estão roubando carros. Então, temos uma onda de roubos de carros na cidade. Quando esse grupo é apreendido, esses roubos diminuem”.

A onda atual são os roubos a residência. Na semana passada, cinco famílias foram assaltadas. No último roubo, o morador foi baleado e dois ladrões foram presos. Gustavo Xavier explica que há um padrão nas abordagens dos assaltantes e afirma que há como se prevenir.

“Os marginais estão agindo quando as pessoas entram ou saem de casa. Quando estão abrindo o portão. O ideal é sempre observar se há pessoas estranhas ou veículos diferentes. As motos também estão sendo bastante utilizadas pelos assaltantes. Se a pessoa observar isso, deve dar a volta ao quarteirão e acionar a PM pelo 190”, aconselha.

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Reação: somente se for a última saída da vítima

Reagir ou não reagir a um assalto?. De acordo com a PM, se o assaltante estiver em busca de bens materiais, as vítimas nunca devem reagir, mesmo que saibam se defender ou achem que as armas utilizadas não sejam verdadeiras.

“A maioria das vezes que a vítima reage, o caso se transforma em uma fatalidade. Entendemos que é difícil, porém, a pessoa deve manter a calma e, principalmente, informar todos os movimentos que irá fazer. É importante que o marginal não ache que a pessoa vai reagir”, recomenda o comandante.

De acordo com dados da PM, pesquisas nos EUA apontam que 80% das mulheres que são levadas do lugar do assalto são estupradas ou mortas. O tenente Gustavo Xavier explica que a reação somente deve ocorrer se for a última saída da vítima.

“Caso a pessoa perceba que irá acontecer algo mais grave, nesse caso não tem jeito. Ela precisa reagir se perceber que irá ser morta. Mas a reação deve ser a última instância. Só quando não houver outro jeito mesmo”, conclui.

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Registrar BO ajuda polícia

a traçar perfil do bandido

E quando o crime já ocorreu e seus objetos foram levados? Não há mais o que fazer, certo? Errado. O ideal é registrar boletim de ocorrência. Conhecido popularmente como BO, o registro é fundamental para que a polícia identifique os responsáveis pelos crimes.

“A Força Tática da PM não age aleatoriamente. Traçamos nossas táticas de acordo com as indicações da população. Quando a pessoa registra que em determinado local ocorreu um crime, ela está ajudando para que tracemos nosso plano de ação”, afirma.

De acordo com ele, os bandidos têm um padrão em seus crimes e os registros podem ajudar a identificar como eles agem. “O marginal geralmente tem em seu ataque características que são mantidas de roubo a roubo. Ele tem um padrão de vítima, de local e de horário. Quando a vítima registra o BO, ela possibilita que identifiquemos esses padrões e possamos traçar o perfil do suspeito”.

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