São Paulo - A história parece a mesma. Vários jovens fazem no próximo domingo prova da Fuvest, com o objetivo de conseguir uma vaga na USP. Só que desta vez o exame não é do vestibular, mas para transferência, valendo para o 1.º semestre do próximo ano.
As universidades públicas costumam abrir inscrições para ocupar suas vagas ociosas - daquele aluno que desistiu, foi reprovado ou jubilado (expulso) da instituição.
Geralmente, é feito primeiro um processo interno, para estudantes da própria universidade. Só depois, se sobrarem cadeiras, alunos de outros lugares têm vez.
Cada instituição tem seu processo seletivo, que pode ser prova, análise do histórico, entrevista e até carta explicando o motivo do interesse. Os critérios também variam, mas na maioria das vezes é preciso ter pelo menos um ano de graduação e não estar no último.
Basta olhar dados das últimas provas da Fuvest para verificar que pouca gente sabe dessa oportunidade: em 2009, o bacharelado de física no período noturno tinha 14 vagas - e seis candidatos.
Se, no vestibular de 2010, o curso de fisioterapia tinha 25,92 candidatos por vaga, o índice para a transferência meses depois chegou a 4,5.
No início do ano, a estudante de arquitetura e urbanismo Letícia Peruchi, 22 anos, mudou de endereço: deixou a UFRGS e foi para a USP. Ela passou na prova de transferência, mas deve se formar só em 2012, porque terá de se adaptar à nova grade.