Washington - O premiê britânico, David Cameron, descartou ontem investigar a libertação de um terrorista líbio pela Escócia e disse que não há evidências de que a petrolífera British Petroleum interferiu na polêmica decisão.
A empresa britânica -que tenta conter um vazamento no golfo do México desde abril- foi um dos principais assuntos de sua primeira viagem oficial a Washington, onde se reuniu com o presidente Barack Obama.
Os líderes se esforçaram para amenizar temas que, nos últimos tempos, ameaçavam complicar os laços entre os dois países.
Eles voltaram a condenar a libertação de Abdel Baset al Megrahi, em 2009, condenado pela explosão, em 1988, de um avião que sobrevoava a cidade de Lockerbie que matou 270 pessoas -a maioria americanos.
No entanto, discordaram sobre a necessidade de se investigar a libertação.
Desastre
A polêmica em torno da libertação ocorre num momento em que os índices de aprovação do presidente Obama são afetados pelo vazamento no golfo do México.
Cameron disse concordar com Obama de que “é papel da BP estancar o vazamento, limpar a bagunça e pagar uma compensação apropriada”. Mas alertou: “Não vamos confundir o vazamento com o terrorista líbio”.
Ontem, a empresa foi autorizada a manter o poço danificado selado por outras 24 horas, apesar da descoberta de cinco pequenos vazamentos ao redor dele.
O teste, realizado desde quinta-feira, impediu pela primeira vez que o poço continue vazando.