O inquérito para apurar as circunstâncias em que ocorreram a fuga de João Vítor Souza Urias, 25 anos, foi prorrogado. Na ocasião, o detento fugiu do Fórum de Bauru ainda algemado após pedir para utilizar o banheiro do prédio.
O inquérito foi instaurado no mesmo dia da fuga - 15 de junho - pelo delegado seccional Benedito Antônio Valencise e tinha a validade de 30 dias, podendo ser prorrogado por decisão judicial, o que de fato ocorreu.
De acordo com o delegado Eron Veríssimo Gimenes, responsável pelas investigações, houve a necessidade da prorrogação, porém, há boas chances de que o caso seja esclarecido em breve. “Precisamos manter o inquérito em sigilo para não atrapalhá-lo. Porém, as investigações estão avançadas em relação às circunstâncias que a fuga ocorreu, se houve facilitação e até mesmo na recaptura do foragido”, afirma.
A hipótese de facilitação foi levantada pois, no momento da fuga, o detento era escoltado por dois policiais militares (PMs) e um agente penitenciário, todos de Ribeirão Preto. O agente alega que, ao estranhar a demora do preso, bateu à porta e percebeu que ele havia fugido pela janela. No depoimento, o agente ainda afirma que Urias estava algemado pelos pés e mãos.
De acordo com o delegado Eron, faltam alguns laudos para que o inquérito seja concluído. “Fui até Ribeirão Preto, cidade onde o foragido cumpria pena, para colher depoimentos. Estou esperando alguns laudos, entre eles o do local onde a fuga ocorreu. Com isso, poderemos chegar melhor aos nossos objetivos”.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) também instaurou uma sindicância para apurar o ocorrido. Segundo a assessoria de imprensa da SAP, não havia resultados da sindicância até o fechamento desta edição.
O foragido
O detento foragido, João Vítor Souza, foi condenado em fevereiro deste ano a 34 anos de prisão por tráfico de drogas, associação ao tráfico, porte de armas e explosivos e receptação. Conhecido como “JV” ou “Magrão”, ele é considerado um dos maiores traficantes da região.
No ano passado, foram encontrados no apartamento de Urias coletes à prova de balas pertencentes à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu, tornando o detento suspeito de ter participado da explosão da Dise, em novembro de 2008.
Junto com os coletes, foram encontrados 150 quilos de entorpecentes, explosivos, armas, medicamentos roubados e produtos químicos utilizados na elaboração de drogas.
Urias era morador de Bauru e, quando fugiu, estava no Fórum da cidade participando de uma audiência na 3ª Vara Criminal.