Polícia

Violência contra mulher é crescente

Da Redação
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Conforme divulgou o Jornal da Cidade em reportagem no último dia 12, somente no primeiro semestre deste ano, em Bauru foram registrados 735 boletins de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) com enquadramento na Lei Maria da Penha, por motivos de ameaça, injúria, vias de fato (agressão sem deixar vestígios), lesão corporal e estupro. Os registros também incluem tentativas de assassinato e homicídios. Por dia, a DDM recebe uma média de quatro mulheres que registram BO de agressão.

O caso de Jéssica Amaro Luiz é o segundo homicídio registrado na cidade tendo uma mulher como vítima. A ocorrência anterior, registrada em junho, terminou com a morte da manicure Clarice Lisçaraça Rosa, 34 anos, morta a facadas por seu ex-marido, Hélio de Almeida, 41 anos. O crime teria sido motivado por supostos desentendimentos a respeito do pagamento de pensão alimentícia aos três filhos do casal.

Em outro caso registrado no final do ano passado e ainda não solucionado, a vendedora Fernanda Tripodi, 26 anos, desapareceu e até hoje não foi encontrada. A principal suspeita da família e da polícia é que ela tenha sido morta por seu companheiro, Roberto Carlos Fagundes, 42 anos, que está foragido e com prisão temporária decretada.

A maioria dos casos violentos contra mulheres envolvem seus companheiros (as) como agressores. Embora o número de denúncias aponte crescimento, ainda é grande a quantidade de mulheres que acaba desistindo de processar criminalmente o agressor (a).

“Não temos estatísticas, mas são poucas mulheres que dão andamento à representação”, pontua a delegada da DDM, Flávia Regina dos Santos Ueda. Os motivos que levam uma mulher agredida a denunciar e depois retirar a queixa são inúmeros: filhos, dependência financeira, baixa autoestima, violência psicológica, medo do companheiro (a) ou medo de ficar sozinha.

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