Tribuna do Leitor

FÉRIAS NAS CRECHES


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É incrível como nossos políticos resolvem tudo sem pensar seriamente na população. Tumultuaram a vida dos pais que trabalham ou responsáveis que deixam seus filhos nas creches públicas ou beneficentes.

Temos duas creches, uma na cidade (Centro) e outra no Jardim Redentor, são mantidas pela Associação Creche Bercário “Rodrigues de Abreu”. É pioneira em Bauru, a creche do Centro funciona há mais de 60 anos. Escrevo como presidente do conselho deliberativo e como ex-presidente por várias legislaturas, ocupando ainda outros cargos, por mais de 40 anos. Nossas creches sempre tiveram professoras nomeadas e remuneradas pela prefeitura. Há alguns anos as duas funcionárias na parte educacional como EMEIS e ainda temos assistente social, coordenadoras, estagiárias de psicologia, todas remuneradas. “Nunca antes” fechamos nas férias escolares. Agora temos que respeitar o calendário escolar, da mesma forma que as creches públicas. Com o tempo tudo foi mudando em matéria da promoção social, recebíamos verbas oficiais dos governos Federal, Estadual e Municipal e ainda assim sempre tivemos que completá-las com promoções beneficentes, sócios, donativos etc. Agora o governo passou tudo para o município, através da Secretaria Municipal de Educação, afinal, estamos educando e instruindo nossas crianças carentes ou não.

Nossos funcionários são todos registrados pelo sistema CLT e tiram férias de uma forma escalonada para que nunca todos fiquem de férias ao mesmo tempo.

Nas 2 creches, atendemos a mais de 300 crianças. Os diretores são todos voluntários, a diretoria executiva, o conselho deliberativo, o conselho fiscal, o diretor de patrimônio e o consultor jurídico. No Centro Educativo Jardim Redentor ainda temos dentistas em convênio com a Faculdade de Odontologia de Bauru – USP que além de atender nossas crianças, também a comunidade local.

Ao igualar o funcionamento das creches públicas com as beneficentes ficou esta falha. Temos que respeitar o calendário escolar e as crianças carentes como ficam?

Espero que esse problema seja resolvido o mais rapidamente possível para que crianças de 0 a 5 anos não fiquem desprotegidas.

Vera Amaral Galvão - presidente do conselho deliberativo da Associação Creche Berçário “Rodrigues de Abre”, pedagoga e pintora

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