Londres - Falando pela primeira vez no lugar do primeiro-ministro britânico ontem, o vice-premiê do Reino Unido, Nick Clegg, descreveu a invasão do Iraque em 2003 como “ilegal”, colocando sua coalizão de governo em uma saia justa.
Clegg respondia a perguntas dos parlamentares na seção “Prime Minister’s Questions” no lugar do premiê David Cameron, que visita os EUA.
O Reino Unido é governado por uma coalizão entre o Partido Conservador, de Cameron, e o Partido Liberal-Democrata, liderado por Clegg. Cameron, como a maioria dos conservadores, apoiou a participação do Reino Unido na invasão do Iraque, comandada pelos EUA. A decisão foi tomada durante o governo antecessor trabalhista.
Questionada ontem em entrevista coletiva se a ideia de invasão “ilegal” do Iraque era a também a política do governo ou uma visão endossada por Cameron, a porta-voz do governo saiu pela tangente. “O vice-primeiro-ministro tem direito a ter seu próprio ponto de vista”.
Ela não soube informar qual seria a exata posição da coalizão sobre o tema. “Não acredito que o governo de coalizão tenha uma visão específica sobre a legalidade da guerra do Iraque.” Mais tarde, Clegg esclareceu ter reiterado sua opinião pessoal “de longa data”, segundo a rede britânica BBC.
Um inquérito liderado pelo ex-alto funcionário britânico John Chilcot está investigando a guerra do Iraque, mas o objetivo é aprender lições do conflito e não decidir sobre sua legalidade.