A primeira praça paradesportiva do Estado começa a ser construída em até 60 dias, com prazo de conclusão de seis meses. É o que ficou estabelecido no contrato assinado ontem à tarde pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) com a empresa Precisão Comercial Ltda, por intermédio de Elias Abud Dib Neto. A obra terá o custo de R$ 1,5 milhão financiado pelo governo do Estado, através da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A cerimônia de assinatura do contrato foi realizada ontem à tarde, com as presenças de Marcelo Araújo, chefe de Gabinete interino, dos secretários municipais Luiz Ornelas (Sear) e Luiz Nunes Pegoraro (Negócios Jurídicos), Roger Barud, representante da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), além dos vereadores Francisco Carlos Góes (PR) e Fernando Mantovani (PSDB).
O projeto inicial da praça foi desenvolvido e doado ao município pelos arquitetos Emerson Crivelli e Priscila Cucci, sofrendo em seguida adequações junto à Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). “Esta é uma novela com um final feliz. Estamos investindo em acessibilidade, promessa de nosso programa de governo. Mas é bom ressaltar que a empresa tem 60 dias para entregar os projetos complementares e, depois, 180 dias a partir da ordem de serviço”, disse Agostinho. O contrato estabelece 18 meses de prazo final para o cumprimento das obrigações.
Com este calendário, a praça tende a ser entregue para o público no início de 2010. A secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, lembrou, através da assessoria de imprensa, que o projeto é pioneiro. “A proposta é criar uma praça esportiva para Bauru com todos os cuidados de ser um aparato inclusivo, uma praça para crianças, jovens, adultos com deficiência, e que possa contemplar o esporte, o entretenimento, sempre com o objetivo de garantir qualidade de vida. É um projeto emblemático e que será referência para todo o Estado”, disse.
Linamara Battistella acrescentou: “Essa praça terá um impacto muito grande para a população de todo o estado, pois é a primeira praça inteiramente integrada que permitirá que pessoas com e sem deficiência possam realizar atividades que valorizem a qualidade de vida, que despertem a vocação para o esporte e também que permitam descobrir talentos para as Paraolimpíadas a serem realizadas no Brasil”.
O prefeito reforçou que o equipamento será destinado a todos, com adequações para permitir também o acesso do deficiente. “É um projeto que atende a todos, com adaptações para que o deficiente possa usufruir. Nós esperamos que a população abrace o projeto e utilize o espaço”, contou.
A praça Paradesportiva será construída em área localizada na Avenida Nuno de Assis com a Rua São Paulo e contará com duas quadras poliesportivas cobertas sendo que uma poderá ser utilizada para a prática de tênis sobre rodas; uma quadra sem cobertura com piso sintético para a prática de futsal para deficientes visuais; e uma pista de caminhada ao redor do empreendimento, com piso tátil, entre outros.
Ginásio de porte
O prefeito Rodrigo Agostinho também mencionou o fato da cidade não contar com equipamentos de porte na área esportiva para abrigar competições profissionais. “Estamos buscando eliminar pendências fiscais para tentar acertar o aluguel da prefeitura com o Noroeste, o que permitiria abrir espaço para as competições de ponta do vôlei e basquete na Panela de Pressão. Mas nosso objetivo é elaborar um projeto para um complexo, para tentar viabilizar este investimento depois. Bauru não tem este espaço”, lembrou.
Segundo o prefeito, a verba de pelo menos R$ 3 milhões com o Ministério dos Esportes, para a construção de equipamento com qualificação olímpica em Bauru, está paralisada. “O recurso existe, mas a proposta de equipamentos que englobaria piscina olímpica e outros dispositivos ainda não evoluiu na discussão com universidades”, citou. Em visita a Bauru, no ano passado, o ministro Orlando Silva (PC do B) prometeu definir este investimento.
As propostas iniciais eram parcerias com a Universidade de São Paulo (USP) ou Universidade Estadual Paulista (Unesp). Mas um dos problemas que fez o projeto não avançar é a necessidade da escolha recair sobre local e mediação de instituição que garanta o acesso à comunidade, situação que é desfavorável em território universitário.