Tribuna do Leitor

Eu não acredito no Brasil!


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Que a política esteja desacreditada é uma triste realidade inegável. E pelo fato de ser, da mesma forma, desacreditada no mundo inteiro (salvo algumas poucas exceções, talvez) é para se perguntar se, de fato, no sistema político, chamado por alguns de “democracia”, não está a própria causa do fracasso. Pois, como se diz, parte daqueles que ocupam o Congresso brasileiro são corruptos! Interessante é de se perguntar, também, o porquê foram eleitos. A resposta é simples, e óbvia, porque foram candidatos! E que só havia opção entre uns candidatos já corruptos e outros duvidosos. Mas por que será que as pessoas “de bem” não se candidatam?

Justamente por desacreditarem... Mas será que há alguma coisa em acreditar, ou esperar, dentro de um sistema tão falho quanto esse sistema globalizado da corrupção, da bandi-dagem e da absolvição pré-determinada? Pois, na realidade, estamos à mercê de um sistema que não é nada democrático e, portanto, nada pode nos levar a acreditar nele. Estamos vivendo em um sistema no qual reina a ditadura das minorias!

Vivemos com medo, sob a pressão de uma minoria de bandidos cuja violência nos tranca dentro de casa após as 19 horas. Vivemos espremidos sob uma carga tributária que nos é imposta por uma minoria de políticos que desvia esses recursos públicos em benefício próprio. Vivemos esmagados por uma minoria de instituições financeiras que enriquecem às nossas custas, nos escravizando através do crédito a juros escorchantes com o apoio dos políticos.

Vivemos sob a ditadura da mídia, monopolizada por uma minoria de pessoas fazendo o jogo, e a serviço dos ‘poderosos’, para conservar-lhes o poder, e manter o povo no ‘Abe-stalhamento Novelar Global’. Vivemos sob o julgo de uma meia dúzia de multinacionais que produzem química, para agricultura, para remédios, para qualquer coisa e que nos envenenam, dia após dia, continuando a produção e a venda de produtos reconhecidamente nefastos à saúde, com a benção dos amigos políticos, mais uma vez.

Vivemos sob a dominação e ao ritmo de uma minoria abestalhada pelo futebol midiatizado, tendo que suportar, enquanto indivíduos, as gritarias, bebedeiras e sujeiras inerentes às comemorações futebolísticas e tendo que arcar, enquanto cidadãos, com os custos da alegria dos foliões, tudo com a cumplicidade manifesta dos nossos gestores (leia-se, mais uma vez, os políticos, municipais, estaduais ou federais em busca de qualquer forma de ganhar um votinho aqui um outro acolá).

Afinal, já o imperador Romano Júlio Cesar dizia: “Dêem-lhes pão e jogos”. E por aí vamos... E pergunto, então: haveríamos de acreditar na política oriunda desse sistema que rege o mundo atual? Ou, melhor, deveríamos fomentar a revolta e a revolução contra essa minoria nojenta que explora o ser humano desde a noite dos tempos e que ninguém, até hoje conseguiu remover? (Leila Tebet - empresária)

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