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Em acareação, menor nega que Eliza Samudio foi esquartejada

Folhapress
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Belo Horizonte - Terminou por volta das 20h10 de ontem, após quase três horas de duração, a acareação entre o adolescente de 17 anos primo do goleiro Bruno Fernandes e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, também primo do atleta. De acordo com advogados que acompanharam os depoimentos no Departamento de Investigações de Belo Horizonte (MG), os dois choraram.

O advogado Eliéser Lima, que defende o adolescente, disse que ele recuou em todos os relatos que já havia dado sobre os detalhes da morte de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. O garoto disse apenas que participou de um “susto”, levando Eliza do Rio até o sítio do jogador em Esmeraldas (MG). Segundo Lima, os detalhes revelados nos depoimentos anteriores foram motivados por pressão das autoridades.

Questionado sobre o fato de conhecer a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, - apontado como autor da suposta morte de Eliza - o jovem disse que já havia estado na casa dois anos atrás. O garoto também eximiu, segundo o advogado, qualquer participação de Sales no episódio.

De acordo com Marco Antonio Siqueira, que defende Sales, neste momento seu cliente “chorou copiosamente”. Em seu depoimento, Sales voltou a eximir o goleiro Bruno de participação no desaparecimento de Eliza.

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De 14 pedidos de liberdade, só um é de advogado

Belo Horizonte - A Justiça de Minas tinha recebido, até ontem, 14 pedidos de liberdade para o goleiro Bruno Fernandes, acusado pelo desaparecimento de Eliza Samudio. Apenas um dos habeas corpus foi feito por seu advogado, Ércio Quaresma.

Os demais pedidos foram realizados por cidadãos sem ligação com o jogador. Um deles chegou à Justiça por e-mail e em outro o autor se identificou como “torcedor fervoroso do Flamengo”.

O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa a favor de um preso. Dos 14 pedidos, sete já foram rejeitados pela Justiça.

Preso no Rio no dia 7 de julho, Bruno cumpre prisão temporária por 30 dias. Ele e outros suspeitos de envolvimento no crime estão na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).

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