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A triste despedida de um cão

Magda Trindade
| Tempo de leitura: 2 min

Quem já teve ou tem o privilégio de ter a companhia de um cão sabe a dor de perdê-lo.

No filme ou no livro “Marley e eu”, que trata de amizade, companheirismo, amor, envelhecimento e a dor da perda, observamos o quão um cão é importante na vida de seus donos, pois o amor de um cão é incondicional. Vejo mendigos na rua acompanhados de cachorros esquálidos que não os abandonam e até os protegem nas noites escuras. Vejo crianças a quem o cão ajuda a conhecer o afeto. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, dê seu coração a ele e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós, humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?

Para os que não conhecem a história do Marley, farei um breve resumo. Marley era um cão labrador que foi comprado pela família Groban. Era um cão trapalhão, bagunceiro e que morria de medo de trovões... Ao mesmo tempo, Marley era sensível e amoroso. Marley conseguia “captar” as emoções de seus donos. Abaixo, transcrevo uma frase do final do livro (e que também tem no filme algo bem parecido) que descreve bem a relação de amor entre a família Grogan e Marley:

“Marley nos ensinou a viver cada dia com alegria e exuberância desenfreadas, a aproveitar o momento e fazer o que manda o coração. Ele me ensinou a apreciar as coisas simples - um passeio pelo bosque, a neve caindo, uma soneca sob a luz do sol do inverno. E quando ficou velho e cheio de dores, me deu uma lição de otimismo diante da adversidade.”

O fato é que só quem já teve um cão sabe como estes bichinhos fazem parte de nossas vidas. Das alegrias que nos proporcionam e das lições de vida que nos dão. Eles são uma dádiva de Deus. Quando os amigos somem, ali está ele para te dar aquilo que o homem não consegue dar espontaneamente. Pois eles só querem dar o seu amor, sem exigir nada em troca.

Então, aproveite e desfrute ao máximo dessa companhia porque, infelizmente, os cães tem um único defeitinho... Eles morrem muito rápido, mas uma vez ouvi que eles tem um tempo menor de vida que o nosso porque nós viemos aqui pra apreender a respeitar e amar sem pedir nada em troca, sermos verdadeiros irmãos, e os cães já nascem sabendo isso tudo, não tem o que aprender, só a nos ensinar, são como anjos nas nossas vidas!

A autora, Magda Trindade, é leitora do JC e alguém que se sensibiliza com os direitos dos animais)

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