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Sob nova lei, Arizona tem protesto e prisão

Folhapress
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Phoenix - Protestos, prisões e ações policiais marcaram a entrada em vigor ontem, ainda que parcial, da nova lei de imigração do Arizona, acusada até pela Casa Branca de promover racismo antilatinos.

A suspensão, no dia anterior, das partes mais polêmicas da lei SB 1.070 por uma juíza federal não impediu centenas de pessoas, de vários Estados dos EUA, de bloquear quarteirões no centro de Phoenix, a capital estadual, entre slogans contra o que resta da lei e promessas de “desobediência civil”.

Policiais e agentes do xerife do condado de Maricopa, que inclui Phoenix, tomaram conta do centro para responder à presença dos manifestantes. Até o fechamento da edição, ao menos 50 já haviam sido presos, a maioria ao tentar bloquear a entrada da cadeia de Maricopa.

Até um ex-legislador do Arizona, Alfredo Gutierrez, foi detido num ato, pela manhã, em frente a um tribunal.

A situação chegou a adiar o início de uma megaoperação de “combate ao crime” que o xerife linha dura do condado, Joe Arpaio, havia marcado propositalmente para as 12h, hora em que a lei passaria a vigorar.

No horário marcado, ele afirmou que teve de direcionar boa parte do efetivo para a cadeia. “Dei ordem para prender todo mundo que tentar bloquear a entrada. Vou mostrar a prisão por dentro para esses irresponsáveis.”

A operação, que contaria com 200 homens, oficiais e voluntários, fora remarcada para as 16h (20h em Brasília). “Vai ser um bom teste sair às ruas hoje (ontem) e ver quem tem coragem de nos desafiar.”

Mas, diferentemente do dia anterior, quando ilegais andavam despreocupados diante da polícia, era mais difícil encontrar quem se assumisse indocumentado.

“Muita gente ficou com medo de protestar, mas vamos continuar nas ruas até derrubar a lei por completo”, disse, em um ato, o pedreiro José Vargas, 35 anos, há dez anos no país.

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