Internacional

Na Rússia, incêndio florestal deixa ao menos 25 mortos

Folhapress
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Moscou - Incêndios florestais já mataram ao menos 25 pessoas e forçaram a retirada de milhares de pessoas no verão mais quente e seco desde que os registros oficiais começaram, há 130 anos.

O número de mortos pode aumentar.

Atiçados por fortes ventos, os incêndios devastam florestas e campos há semanas e incineram centenas de casas de madeira.

“Nós não sabemos para onde ir”, disse Galina Shibanova, 52, do lado de fora de sua casa, uma das centenas afetadas pelas chamas em Maslovka, na região Voronezh, cerca de 500 km (300 milhas) ao sul de Moscou.

“Chamamos os serviços de emergência e nenhuma pessoa atendeu o telefone”, disse Shibanova, com um crucifixo de ouro no pescoço refletindo as chamas nas proximidades.

A ministra da Saúde, Tatyana Golikova, disse que 439 pessoas ficaram feridas apenas em Voronezh. Destas, 43 foram internadas em estado grave. A Rússia tem sofrido com uma sufocante onda de calor desde junho, verão no hemisfério Norte. As altas temperaturas e consequentes incêndios destruíram plantações e levaram milhares de agricultores à beira da falência.

A seca em algumas regiões da Rússia, um dos principais exportadores do mundo maior de trigo, elevou os preços mundiais para níveis recordes em julho.

Enchente mata no Paquistão

Fortes chuvas de monção causaram a pior enchente em décadas no noroeste do Paquistão e deixaram mais de 400 mortos e milhares desabrigados em apenas três dias.

As chuvas elevaram o nível dos rios para além das barreiras em vários pontos e causaram enchentes devastadoras na Província de Khyber-Pakhtunkhwa, destruindo casas, pontes, escolas, estradas e trilhos de trem.

“Segundo os relatos iniciais dos distritos, 408 pessoas morreram desde quarta-feira”, disse o ministro de Informação, Mian Iftikhar Hussain. “Tememos que o número de mortos cresça depois que a água retroceder. Nós enfrentamos o pior desastre na história de nossa Província”, disse.

As cidades de Nowshera e Charsadda e o vale de Swat foram os mais atingidos pelas enchentes. “Metade de Nowshera está sob a água”, disse Imran Khan, cuja casa ancestral fica ao lado do rio.

“O hospital militar e muitos outros prédios estão pela metade embaixo da água. Alguns caminhões com ajuda e militares estão presos nas estradas”, disse.

O Exército do Paquistão, que lidera as atividades de resgate, disse ter retirado cerca de 14.250 pessoas das regiões alagadas até agora. Cerca de 50 toneladas de suprimentos serão levados de avião às áreas afetadas.

A Província de Khyber Pakhtunkhwa recebeu mais de 312 mm de chuva nos últimos três dias, o maior número em 35 anos, disse o meteorologista chefe Ghulam Rasul. A temporada de monções no Paquistão dura até a primeira semana de setembro e a previsão é de fortes chuvas ao menos pelos primeiros dez dias.

O ministro Hussain pediu ajuda da comunidade internacional e disse que a assistência precisa chegar antes que os custos da ajuda forcem corte de postos de trabalho e ações de desenvolvimento. “Se eles querem ajudar, ajudem agora.”

O Ministério de Emergências disse que 238 mil pessoas foram mobilizadas para combater os incêndios florestais e em turfas em uma área de 866 km quadrados -o tamanho de Berlim. O primeiro-ministro Vladimir Putin cancelou as reuniões em Moscou para voar para a região de Nizhny Novgorod, onde pelo menos 540 casas foram destruídas. Lá, ele se reuniu com os habitantes de uma aldeia de mais de 300 casas que foram totalmente destruídas pelo fogo.

A televisão estatal mostrou mulheres cercando o primeiro-ministro, em busca de respostas sobre ajuda do governo para reconstruir suas casas. “Não se preocupem, não se preocupem”, disse Putin. “Eu prometo que sua vila vai ser inteiramente reconstruída”.

Uma das mulheres agradeceu a Putin, que a abraçou e deu um beijo em sua bochecha.

Ele prometeu ainda indenizar com 200 mil rublos (R$ 11.600) cada um dos habitantes, segundo a agência de notícias russa ITAR-TASS.

Já o presidente Dmitri Medvedev pediu ao governo que tome medidas urgentes para lutar contra os focos de incêndio.

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Em Los Angeles, fogo consome casas

Los Angeles - Um intenso incêndio florestal que atinge a grande Los Angeles praticamente dobrou de tamanho durante a noite de ontem e ameaça atingir linhas de transmissão elétrica. Duas mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas em consequência das chamas, informaram autoridades ontem.

O incêndio começou na tarde de quinta-feira e rapidamente espalhou-se por 18 quilômetros quadrados de mata nas montanhas próximas à cidade de Palmdale, na grande Los Angeles.

Ao amanhecer de ontem, o fogo já tinha avançado para 33 quilômetros quadrados e estava se aproximando de linhas de energia importantes operadas pelo governo local, informou o inspetor dos bombeiros Don Kunitomi.

Segundo ele, proteger as linhas de transmissão, que atendem a região metropolitana de Los Angeles, era uma prioridade dos 750 bombeiros que combatem as chamas no local. Os bombeiros também reiniciaram uma grande operação aérea contra as chamas com helicópteros e aviões.

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